“Não posso pagar pensão nem comprar criptomoedas”, diz brasileiro com conta bancária bloqueada

Falta de acesso ao dinheiro causando problemas na vida de homem que não consegue honrar compromissos.

Homem frustrado por problemas com banco, segurando celular e cartão
Homem frustrado por problemas com banco, segurando celular e cartão

Um brasileiro está sem poder honrar compromissos simples devido a sua conta bancária estar bloqueada. Entre seu relato, não é possível nem mesmo comprar criptomoedas e pagar a pensão de suas filhas, situações preocupantes.

O não pagamento de pensão alimentícia, por exemplo, é um crime que pode acarretar problemas com a justiça no Brasil. O artigo 244 do Código Penal, que trata de abandono material de incapazes, prevê prisão de 1 a 4 anos e mais multa de até 10 salários mínimos.

Isso mostra o quanto pode ser avassalador para uma pessoa perder o seu acesso bancário com todo o dinheiro preso em uma instituição financeira.

No caso das criptomoedas, não comprar essas é um problema quando o mercado está em queda, o que tem ocorrido nos últimos meses e o cliente do banco lamentou essa perda de oportunidades em seu caso.

“Não consigo pagar pensão das minhas filhas e nem comprar criptomoedas”, diz brasileiro com conta bancária travada

A tecnologia das criptomoedas nasceu com um lema de liberdade financeira para seus detentores, o que não é verdade no caso dos bancos, instituições centralizadas que controlam o dinheiro dos seus clientes, podendo causar problemas no processo.

Isso porque, é comum que bancos bloqueiem contas de clientes por vários motivos e no Brasil muitos desses alvos são negociantes de criptomoedas. E em um caso recente, um homem relatou na justiça de São Paulo que teve sua conta bancária bloqueada pelo Banco Original.

Essa instituição criada pelo Grupo J&F, mesmo dono da Friboi, teria, segundo seu cliente, criado problemas para que ele honre com seus compromissos, inclusive aqueles mais vitais, como cuidar de suas filhas. Ele chegou a buscar o suporte para resolver a situação, mas como não foi atendido, pediu uma ajuda da justiça com urgência.

Alega o autor, em síntese, que é correntista do banco réu e utiliza o aplicativo para realizar suas operações e transações financeiras. Diz que se vê impossibilitado de realizar suas transações financeiras, pois ficam com status “em análise” e não são finalizadas. Afirma que entrou em contato com o réu, mas não obteve solução para o problema. Argumenta que não consegue cumprir com seus compromissos, realizar pagamentos, transferências, aplicações e investimentos em criptomoedas, inclusive com dificuldade para o pagamento da pensão alimentícia de suas filhas.

Cliente queria comprar tokens de jogos em IDOs e alega ter perdido R$ 1 milhão com bloqueio de conta

Com a sua conta travada, o cliente do Banco Original declarou que não conseguiu enviar o seu dinheiro para a corretora Binance, de modo a comprar BNB. Com essa moeda, ele pretendia comprar tokens novos a serem lançados no mercado de criptomoedas, no processo chamado IDO.

Em seu pedido, ele sustentou que perdeu uma grande oportunidade de comprar a criptomoeda Facebook Metaverso (FACEMETA), que registrou em poucas horas uma grande valorização de mercado.

Outra perca de oportunidade que ele sustenta foi do IDO do CryptoGuards, ocorrido no dia 15 de dezembro. Na época ele já estava com sua conta suspensa no banco, perdendo mais de R$ 1 milhão só neste episódio em que ele estava na whitelist.

Ele chegou a pedir a reparação de R$ 1 milhão, mas depois sustentou que o valor correto é de apenas R$ 50 mil, sendo R$ 20 mil de danos morais e mais 30 mil reais de danos cessantes. O caso ainda será melhor analisado pela justiça com calma.

Justiça não concordou com desbloqueio de conta do correntista em urgência

E mesmo com o dinheiro preso pela instituição, o correntista não conseguiu que a juíza que analisou o caso se solidarizasse com seus problemas. Isso porque, a juíza que analisou o caso indeferiu o pedido de urgência e pediu que o Banco Original se manifeste, após o cliente pagar as custas do processo.

Neste caso em tela, a juíza ainda declarou que as provas produzidas pelo cliente são poucas, devendo ele acrescentar elementos que sustentem seu relato.

Como o Banco Original ainda não foi citado no processo, não é conhecida a opinião da instituição nesta fase inicial do processo.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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