NFTs são reserva de valor, assim como carros antigos, diz banco da Suíça

Credit Suisse liberou estudo produzido com a Delloite nos últimos dias.

Moeda com escrita NFT dentro de cofre e reserva de valor
Moeda com escrita NFT em cofre

De acordo com um novo estudo de um banco suíço, os NFTs são reservas de valores que podem proteger patrimônio de crises. Segundo o material, os ativos colecionáveis digitais se unem a outros objetos que podem ajudar na proteção de capital.

O mundo inteiro passa por uma fase de grandes preocupações com a economia, visto que os índices de inflação dispararam em vários países. Nos últimos dias, Bancos Centrais do Brasil e Estados Unidos voltaram a subir os juros com força, em uma tentativa de conter a perda do poder de compra das pessoas.

O resultado da inflação é sentida de várias formas, sendo a mais comum o aumento generalizado de preços na indústria e serviços. Contudo, há também a chamada reduflação, em que produtos começam a perder qualidade ou tem seu tamanho reduzido e o preço é mantido.

Para se proteger desse fenômeno, muitos recorrem a ativos não tradicionais que supostamente protegem o poder de compra dos investidores.

“NFTs são reserva de valor”, diz Credit Suisse e Delloite

Em um estudo assinado pelo presidente do Credit Suisse, Axel P. Lehmann, criado em parceria com o braço da “Big Four” Delloite em Luxemburgo, o banco suíço de investimentos explora o assunto de reserva de valor em meio à crise financeira e guerra rondando a Europa novamente.

Segundo o estudo, que trata de colecionáveis em geral, o setor se favorece com alta de juros em países, embora deva desacelerar em 2022 na comparação com 2021.

Com a probabilidade de a inflação permanecer elevada e as taxas de juros subindo, não esperamos efeitos positivos de riqueza semelhantes em colecionáveis ​​como em 2021 e antecipamos retornos mais lentos em 2022 do que no ano anterior em geral. Descobrimos que bolsas Chanel, obras de arte tradicionais chinesas e relógios de pulso oferecem a melhor proteção contra a inflação, enquanto vinhos finos, arte moderna e contemporânea e arte americana e latino-americana tendem a sofrer em regimes de alta inflação.

No caso dos NFTs, estes são espécies de certificados registrados em blockchain, que determinam a posse da arte. Mesmo assim, é comum que tais artes sejam expostas em galerias digitais e negociadas entre colecionadores, sendo a plataforma referência a OpenSea.

O estudo indica que, apesar da alta volatilidade do setor de NFTs, ainda novo, a tendência é que no longo prazo se estabilize, principalmente com a troca de dinheiro entre gerações, saindo dos baby boombers para gerações mais antenadas em colecionáveis digitais.

Por fim, o estudo apresenta que relações internacionais difíceis podem levar o setor de NFTs a experimentar crescimentos nos próximos anos, ajudado ainda pela alta do segmento de metaverso, que torna essa tecnologia uma candidata a reserva de valor.

“Relações internacionais mais difíceis após a atual crise Rússia-Ucrânia também podem acelerar e aprimorar negócios e transações digitais, levando a uma disseminação de NFTs.”

Riscos e volatilidade

O estudo do Credit Suisse e Delloite deixa claro que o setor de NFTs ainda é novo e, por ser ligado ao setor de criptomoedas, ainda torna os preços dos colecionáveis muito voláteis, sendo este um dos maiores riscos do setor.

Além disso, há os riscos regulatórios dessa tecnologia, que ainda não são bem conhecidos por investidores. A tributação de NFTs seria outro problema para fãs do setor, visto que pode representar problemas.

De qualquer forma, esse foi o primeiro estudo do Credit Suisse que aponta a relação da tecnologia dos NFTs ao assunto de reserva de valor em meio a uma crise.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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