PF prende casal que vendia “robô trader” de criptomoedas

De acordo com as investigações, depois de um tempo, quando os clientes pediam saques dos valores investidos, a empresa não pagava, possivelmente porque tanto o rendimento quanto o dinheiro em caixa eram fictícios.

No Paraná a semana começou com um esforço de combate aos crimes financeiros utilizando criptomoedas. A Polícia Federal do Paraná realizou na manhã desta segunda-feira (21), uma operação especializada na apuração da prática de crimes contra a economia popular e o sistema financeiro.

A operação das autoridades, nomeada Operação Bad Bots, tem como objetivo focar no combate de crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A operação foi realizada contra um casal, o investigado principal e a sua companheira, acusados de criar uma empresa que oferecia serviços de criptomoedas para o público.

O casal supostamente oferecia, através de um portal eletrônico e diferentes sites, a promessa de lucros garantidos e até mesmo remunerações diárias e mensais, todas acima do comum do mercado.

A operação contou com 15 policiais federais que cumpriram em Medianeira e Missal, no Oeste do Paraná, um mandado de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão, todos mandados expedidos pela 9ª Vara Federal de Curitiba.

O nome da operação “Bad Bots” vem da natureza do suposto golpe aplicado pelos investigados. De acordo a informações juntadas durante a investigação os acusados prometiam que o dinheiro dos investidores seria operado por robôs no criptomercado, gerando lucros automatizados com as supostas negociações diárias.

Como outros golpes do tipo, a promessa era de lucros exorbitantes após o período final do contrato feito pelo cliente. Por causa dos lucros exibidos na plataforma, muitos dos clientes eram compelidos a renovar e manter os contratos, renovando os serviços.

Possível pirâmide começou a ruir e pagamentos foram bloqueados

Além dos lucros exorbitantes, o esquema também prometia pagamento de várias vantagens e bônus para quem indicasse novos investidores, com multiplicadores para quem conseguisse indicar até três pessoas.

Havia também a promessa de diferentes prêmios para quem “subia de nível” acumulando pontos por indicações e pagamentos. Essa é uma tática extremamente comum de diferentes pirâmides financeiras que aproveitaram de estratégias do Marketing Multinível para atrair cada vez mais pessoas para a base do esquema.

De acordo com as investigações, depois de um tempo, quando os clientes pediam saques dos valores investidos, a empresa não pagava, possivelmente porque tanto o rendimento quanto o dinheiro em caixa eram fictícios.

Com os saques sendo bloqueados, os clientes começaram a reclamar, primeiro com a empresa e eventualmente com as autoridades, o que levou a operação deflagrada nesta segunda-feira.

Durante todas as reclamações dos investidores, os investigados começaram a culpar diferentes problemas pela falta de pagamento, principalmente culpando terceiros de terem prejudicam a companhia. Outra tática muito comum de defesa entre pirâmides financeiras do criptomercado.

A empresa tinha sede em Curitiba, mas após as ações judiciais e começo das investigações, os acusados fugiram da capital. No entanto, a Polícia Federal encontrou os dois vivendo no oeste do Paraná, onde foram realizados os mandados do começo dessa semana.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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