Operação da PF mira esquema com criptomoedas em três estados brasileiros

Nova operação da PF autorizada pela Justiça Federal de Santos cumpriu mandados em São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro

A Justiça de Santos autorizou a Polícia Federal (PF) a deflagrar a Operação Narco Azimut nesta quarta-feira (21), mirando um esquema de criptomoedas na lavagem de dinheiro e cumpriu mandados em três estados brasileiros.

A ação ocorreu de forma simultânea nos municípios de Santos/SP, Ferraz de Vasconcelos/SP, São Bernardo do Campo/SP, São José dos Campos/SP, Goiânia/GO e Armação de Búzios/RJ.

Assim, a nova operação nacional contra o crime ocorre como desdobramento da Operação Narco Bet. Isso porque, a primeira investigação apurou a ação de uma associação criminosa estruturada, com grandes movimentações de dinheiro em espécie, transferências bancárias com contas de laranjas e até criptomoedas.

Os criminosos movimentavam os valores em território brasileiro e também no exterior, para lavar o dinheiro oriundo de outras atividades fora da lei.

O esquema investigado evidenciou que os envolvidos relacionados com apurações anteriores, com o apoio de outros indivíduos e suas empresas, utilizavam-se de um sistema orquestrado para a movimentação de criptoativos, o transporte de valores interestadual, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor, repasses, dentre outras atividades que a princípio permitiram a verificação da movimentação de grandes quantias, alcançando um montante superior a R$ 39 milhões“, disse a PF em nota ao público nesta quarta.

Operação no dia 21 de janeiro de 2026 da polícia federal
Operação no dia 21 de janeiro de 2026 da polícia federal (Foto: PF/RJ).

Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados após nova operação da PF que mirou esquema com criptomoedas

Também foi determinada judicialmente a apreensão dos bens dos investigados, além da imposição de restrições societárias contra eles.

Entre as medidas estão a proibição de movimentação empresarial e a vedação à transferência de bens móveis e imóveis adquiridos com os recursos provenientes dos crimes investigados.

As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão ser responsabilizados, em tese, pelos crimes de associação criminosa, ocultação ou dissimulação de valores e capitais (lavagem de dinheiro) e evasão de divisas. Como parte das investigações em andamento, a polícia federal não divulgou o nome dos envolvidos e nem quais os valores apreendidos nesta nova fase.

De qualquer forma, até o momento, todos os mandados de prisão temporária foram cumpridos com sucesso, indicou a autoridade policial em nota.

Além disso, foram apreendidos diversos veículos, quantias em dinheiro, documentos e equipamentos encontrados com os investigados.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).

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