Países que adotarem o Bitcoin antes serão beneficiados, diz Fidelity

Fenômeno também é chamado de hiperbitcoinização.

Bitcoin e países
Bitcoin e países

No início deste mês, a Fidelity Investments, corporação com 4,9 trilhões dólares em ativos sob gestão, publicou um relatório abordando questões relacionadas a adoção do Bitcoin tanto por empresas quanto países.

Na ocasião, a nota cita que embora a capitalização das criptomoedas pareça grande com seus 2 trilhões de dólares, este número ainda é pequeno quando comparado com as centenas de trilhões de dólares de outros ativos.

Marcado pela entrada de grandes players como Michael Saylor com a Microstrategy e Elon Musk com a Tesla, o Bitcoin deu um grande passo em 2021. Além disso, a adoção do Bitcoin por El Salvador também pode causar um impacto para todos envolvidos e, também, para outros que venham a investir nesta que é a maior criptomoeda do mundo.

Febre do Bitcoin

No relatório, a Fidelity destaca que países que se anteciparem poderão ter vantagem significativa em relação aos seguintes. Como exemplo, El Salvador pode ter uma explosão em sua economia caso outros países também adotem o Bitcoin, seja como moeda ou reserva de valor.

“Nós também achamos que há uma teoria dos jogos de apostas muito altas em jogo aqui, segundo a qual, se a adoção do bitcoin aumentar, os países que possuem alguns bitcoins hoje estarão em melhor situação competitiva do que seus pares. Portanto, mesmo que outros países não acreditem na tese de investimento ou na adoção do bitcoin, eles serão obrigados a adquirir alguns como forma de seguro. Em outras palavras, um pequeno custo pode ser pago hoje como hedge em comparação com um custo potencialmente muito maior no futuro. Portanto, não ficaríamos surpresos ao ver outros estados soberanos adquirirem bitcoin em 2022 e talvez até ver um banco central fazer uma aquisição.”, aponta a Fidelity no relatório

Hoje o Bitcoin já é visto como um ouro digital por muitas pessoas. Além disso, ele também possui vantagens significativas em relação ao metal.

Como exemplo, podemos citar a sua divisão, segurança na custódia, facilidade de transação e transporte, liquidez e até mesmo a sua oferta, controlada matematicamente.

Por conta disso, é possível que mais países comecem a usar o bitcoin como reserva de valor, protegendo suas economias de possíveis períodos de alta inflação e principalmente hiperinflação. Obviamente estes casos são mais vistos em países com economias fracas, todavia são a maioria.

Próximos países a adotar o Bitcoin

Embora muito se especule que outros países tão pequenos quanto El Salvador sejam os próximos a adotarem o Bitcoin como moeda, não podemos deixar os EUA de lado.

Mesmo que o dólar seja a moeda dominante, usada como unidade de conta pelo mundo todo, é válido lembrar que os Estados Unidos possuem a maior reserva de ouro do mundo. Em outras palavras, não seria nada estranho se o governo americano colocasse alguns satoshis em suas reservas.

Além disso, os EUA também estão bem amigáveis com as criptomoedas, isso pode ser visto tanto pela chegada de novos mineradores ao país, em sua maioria vindos da China, como também podemos citar os três ETFs de Bitcoin aprovados no ano passado. Por hora, espera-se que eles aceitem um ETF de Bitcoin à vista.

Por fim, é claro que quem está adotando o bitcoin hoje está correndo mais riscos, todavia isso pode gerar mais lucros no futuro. Já para indivíduos como nós, basta continuar acumulando o máximo de satoshis possível.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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