Pioneira, gestora carioca lança primeiro ETF de criptomoedas do mundo

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A gestora Hashdex, sediada no Rio de Janeiro (RJ), informou nesta semana que recebeu aprovação para lançar o primeiro ETF (sigla para fundo negociado em bolsa) de criptomoedas do mundo.

Chamado de Hashdex Nasdaq Crypto Index ETF, o fundo foi desenvolvido em conjunto com a Nasdaq. De acordo a empresa, o produto financeiro será listado na BSX (sigla em inglês para Bolsa de Valores de Bermudas).

“Acreditamos que essa ação vai impactar e transformar positivamente os mercados financeiros nos próximos anos. Além disso, o lançamento coloca a Hashdex como um player global relevante no segmento de cripto. Estamos muito orgulhosos disso”, disse o CEO da Hashdex, Marcelo Sampaio, em release divulgado para a imprensa.

Conforme nota da empresa, novas informações sobre o fundo serão divulgadas pela Nasdaq na data do lançamento do produto. O dia e o mês exatos, no entanto, não foram informados.

ETFs de criptomoedas podem atrair novos investidores

O lançamento de ETFs de criptomoedas divide especialistas do universo cripto. Alguns acreditam que os fundos podem atrair novos investidores, visto que ETFs oferecem riscos menores.

Outros, no entanto, não gostam muito da ideia. Um deles é Andreas M. Antonopoulos, considerado uma das pessoas mais respeitadas quando o assunto é Bitcoin e criptomoedas.

No final de 2018, conforme noticiou o Portal do Bitcoin, Antonopoulos disse que ETFs de criptos são uma “péssima ideia”. De acordo com ele, o produto financeiro prejudicaria o sistema, pois uma entidade central teria que regular a operação, e não os próprios investidores.

“Um ETF de bitcoin fará isso, e fará isso em uma escala ainda maior. Isso dará ao player institucional acesso ao Bitcoin, mas não dará voz ao consenso e à governança do Bitcoin. Isso será mantido por um gestor de fundos centralizado”, disse, na época, Antonopoulos.

ETFs de blockchain ganham corpo nos EUA

Enquanto as criptos e os ETFs de ativos digitais ainda geram discussões no mercado, os ETFs de blockchain trilham caminhos mais tranquilos, pelo menos nos Estados Unidos.

De acordo com o Valor Econômico, no país norte-americano investidores têm aplicado cada vez mais em fundos que investem em empresas de plataformas descentralizadas.

“Enquanto o bitcoin ainda gera desconfiança no mercado, o desenvolvimento da blockchain tem ganhado espaço e vai além do âmbito das transações monetárias”, disse William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue Securities, sediada nos EUA, ao jornal.

No Brasil, no entanto, ETFs de blockchain ainda não ganharam corpo. Um dos motivos, conforme o Livecoins relatou em julho, é que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que regula o mercado de capitais, ainda não tem regras específicas para o setor.

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Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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