Pioneiro do Bitcoin alerta que ETFs possuem risco apreensão governamental

Segundo Max Keiser, a natureza centralizada da custódia nos ETFs os torna vulneráveis a ações do governo, indo contra o princípio descentralizado do Bitcoin.

Especialistas em criptomoedas estão levantando bandeiras vermelhas sobre o potencial risco de confisco governamental em relação aos ETFs de Bitcoin, uma preocupação que ganhou destaque com recentes declarações de Max Keiser, pioneiro e maximalista do Bitcoin.

Em uma postagem no Twitter publicada nesta segunda-feira (8), Keiser sugeriu que o governo dos EUA poderia confiscar os bitcoins mantidos por ETFs, citando questões de segurança nacional.

Segundo ele, a natureza centralizada da custódia nos ETFs os torna vulneráveis a ações do governo, indo contra o princípio descentralizado do Bitcoin. A preocupação é agravada por trechos da Declaração de Registro do Valkyrie Bitcoin Fund, que mencionam a possibilidade de intervenção federal em situações extremas.

“A justiça ou um regulador dos EUA, ou a lei aplicável ou requisitos regulatórios, pode exigir que o fundo seja fechado, ou force a liquidação dos bitcoins, ou apreenda e restrinja o acesso aos ativos do fundo”, diz um trecho do documento publicado pela SEC.

Governo dos EUA pode confiscar bitcoins?

Max Kaiser continuou seu tópico no Twitter criticando os ETFs, afirmando que quando um investidor comprar qualquer ETF de Bitcoin, ele está comprando um produto de índice que rastreia o preço do Bitcoin, e não o Bitcoin em si.

“Quando você compra qualquer ETF de BTC, você está comprando um produto de índice que rastreia o preço. Na verdade, você não possui nenhum BTC.” – disse ele.

James Seyffart, estrategista sênior de ETFs da Bloomberg, concordou que há uma base técnica para tais preocupações, mas argumentou que os investidores deveriam se abster de ETFs de Bitcoin se estiverem preocupados com a apreensão governamental ou quiserem proteger-se contra colapsos sociais.

A discussão também gira em torno da comparação entre ETFs de Bitcoin e de ouro. Seyffart destacou que os ETFs de ouro enfrentam desafios próprios, como impurezas e falsificações, mas que os ETFs de Bitcoin, com práticas transparentes, podem apresentar menos riscos.

Por outro lado, um usuário conhecido como Bitcoin Lens no Twitter contrapõe, enfatizando a facilidade com que os governos poderiam confiscar bitcoins em ETFs.

Respondendo a tais preocupações, Seyffart reiterou que os riscos são comparáveis aos do ouro armazenado em cofres, acrescentando que os ETFs não impedem os investidores de manterem seus Bitcoins em armazenamento frio (offline) para maior segurança.

Enquanto o debate se desenrola, documentos da SEC revelam condições sob as quais o fundo poderia dissolver o ETF, incluindo a deslistagem das ações, exigências legais ou regulamentares que forçam a liquidação ou restringem o acesso aos ativos, e determinações da SEC ou CFTC que reclassifiquem o Trust.

Esse cenário levanta questões importantes sobre a segurança e a viabilidade a longo prazo dos ETFs de Bitcoin, especialmente considerando o contexto regulatório em constante evolução e o apelo do Bitcoin como um ativo descentralizado.

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Vinicius Golveia
Vinicius Golveia
Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente escreve para o Livecoins sobre assuntos de criptomoedas. Gosta de cultura POP / Geek. Se não estiver escrevendo notícias relevantes, provavelmente está assistindo alguma série.

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