Pirâmide financeira: advogado Artêmio Picanço explica como não cair no golpe

Vinicius Golveia
Vinicius Golveia
Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente...
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Os altos níveis de desemprego e endividamento do País compõem o cenário perfeito para que golpistas pratiquem esquemas de pirâmide financeira, nos quais muitas pessoas, enganadas com a promessa de obter rendimentos elevados, saem prejudicadas.

Atualmente, não é incomum as pirâmides serem formadas por meio das redes sociais e dos aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Desse modo, é preciso ficar atento para não ser vítima de um golpe.

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Em resumo, as pirâmides financeiras são esquemas fraudulentos que se sustentam ao recrutar novos participantes. Ludibriadas, as pessoas investem uma determinada quantia com a promessa de receber rendimentos volumosos. Além disso, ao trazer um novo integrante, o participante obtém um bônus. Contudo, nenhum produto que ampare o negócio é, de fato, comercializado.

“Embora achem que o dinheiro investido esteja gerando lucros, os participantes mais antigos, na verdade, são pagos com o dinheiro da entrada de novos integrantes. Contudo, a pirâmide cresce até o ponto em que falte recursos para todos. Neste momento, o esquema quebra e a maioria das pessoas sai no prejuízo”, explica o advogado Artêmio Picanço, especializado em Combate a Golpes Digitais.

Segundo o especialista, para evitar cair na armadilha da pirâmide, é preciso ser cético quanto à possibilidade de obter ganhos exorbitantes.

“Infelizmente, para ganhar a confiança do participante, é comum os golpistas pagarem, logo após a entrada no esquema, somas consideráveis, o que também é uma forma de fazerem com que o participante invista mais e mais”, sinaliza o advogado.

Além disso, Artêmio Picanço ressalta que, em geral, a rentabilidade oferecida pelo esquema supera às de aplicações financeiras tradicionais.

“Dinheiro fácil não combina com risco baixo. Isso vai contra as leis do mercado. No entanto, é um ardil comum nos esquemas de pirâmide”, salienta.

O especialista também aponta que os golpistas evitam falar sobre o produto da empresa ou inventam uma mercadoria que não existe para enganar o potencial participante.

Ademais, a possibilidade de o investidor convidar novos integrantes evidencia que se trata de um negócio fraudulento.

“O golpista tenta mexer com o aspecto psicológico da vítima. Ele diz que, se a pessoa não investir logo, perderá uma grande oportunidade financeira. Isso nada mais é do que um sinal claro do golpe”, destaca o advogado.

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