Plataforma de criptomoedas fecha e clientes ficam sem receber

Midas não quer declarar falência e prefere resolver tudo direto com seus clientes

Com a crise do mercado de criptomoedas continuando, incluindo o contágio de danos causado pela FTX, temos uma nova vítima desse setor. Mais uma plataforma de criptomoedas declarou que vai fechar as portas em meio a dificuldades financeiras e infelizmente, mais uma vez, quem sairá perdendo são os investidores.

De acordo com o blog oficial da plataforma, o principal problema enfrentado no momento é um déficit de ativos. A empresa disse que agora ela não consegue “manter o lucro que estava oferecendo aos investidores.”

Na postagem feita nessa terça-feira (27), o CEO da Midas, conhecido como Trevor (e também como Iakov Levin), revelou que o portfólio DeFi da empresa sofreu uma perda cumulativa de US$ 50 milhões. O valor supostamente representava 20% dos ativos da empresa.

A Midas Investiments tem um modelo bem similar a outras plataformas que prosperaram no setor de DeFi nos últimos anos. Ela é uma plataforma para os investidores ganharem com lucros (yield) em diferentes ativos. Tal como outros projetos descentralizados, eles ofereciam rendimento para atrair investidores.

No entanto, isso gerou problemas em meio a volatilidade do mercado, quando em fevereiro deste ano eles tiveram que diminuir as taxas de yield pela primeira vez por notarem que não conseguiriam mantê-las para os clientes.

“Nós diminuímos as taxas em fevereiro pela primeira vez, quando ficou óbvio que não conseguiríamos manter o rendimento que estávamos dando aos usuários.”, disse Trevor no blog da companhia.

Plataforma descentralizada caiu por causa de empresas centralizadas

As plataformas descentralizadas são tidas como uma resposta para os muitos riscos oferecidos pelas plataformas centralizadas, onde um CEO pode acabar com os investimentos de todos os seus clientes, exemplo recente: FTX.

O irônico é que o que causou a queda da Midas foi justamente os problemas causados pela FTX e outras plataformas centralizada, como a Celsius e a Luna.

“Nós sentimentos uma saída de mais de 60% dos ativos nos últimos seis meses por eventos envolvendo a LUNA, Celsius e a FTX. Isso tornou impossível para nós mantermos o nosso modelo de rendimento fixado.”, continuou Trevor.

De acordo com o relatório, a empresa deve US$ 115 milhões em passivos, mas detém apenas US$ 51,7 milhões em Bitcoin, ETH e stablecoins. O déficit é estimado em US$ 63,3 milhões, que agora serão usados ​​para reembolsar os clientes com o que eles conseguirem.

Midas não quer declarar falência e prefere resolver tudo direto com seus clientes

Em vez de um exaustivo processo de falência que pode levar vários anos para os usuários recuperarem os ativos, a Midas aparentemente está resolvendo o problema por conta própria.

A plataforma reequilibrará as carteiras dos usuários deduzindo 55% do saldo disponível e das recompensas obtidas, com isso, usuários receberam apenas 45% de seus ativos devidos, mas pelo menos vão receber alguma coisa.

Usuários com até US$ 5 mil em suas carteiras não terão esse reajuste, apenas não receberão o rendimento e poderão sacar suas moedas investidas na íntegra.

Com isso, a Midas acredita que pode tentar se recuperar nos próximos anos, reformulando sua plataforma e lançamento um token dedicado.

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Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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