Polícia espanhola prende suspeito de comandar pirâmide de R$ 1,6 bilhão

Henrique HK
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Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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A Guarda Civil da Espanha deflagou a Operação PONEI na última quinta-feira (6). Como consequência, a ação prendeu um homem conhecido por ‘CryptoSpain’, líder de uma pirâmide financeira de R$ 1,6 bilhão (€ 260 milhões).

O esquema se passava por um clube privado de investimento com foco em diversos ativos. Isso incluia imóveis, veículos de luxo, iates, whisky, ouro, criptomoedas, dentre outros.

No entanto, o dinheiro dos investidores não era usado para comprar nenhum bem. Ao contrário disso, os rendimentos prometidos eram pagos com o dinheiro de novas vítimas.

Esquema de pirâmide fez mais de 3 mil vítimas

A investigação da Guarda Civil espanhola contou com o apoio da Europol e das polícias de diversos países, incluindo EUA, Singapura, Malásia e Tailândia.

Isso porque os organizadores do esquema contavam com uma rede societária e bancária espalhada pela Espanha, Portugal, Reino Unido, Albânia, República Dominicana, EUA, Malásia, Bélgica, Tailândia e Hong Kong para dificultar a ação as autoridades.

Apresentado como ‘Madeira Invest Club’, também conhecido pela sigla MIC, a pirâmide financeira teria feito mais de 3 mil vítimas desde o início de suas operações em 2023.

“Se apresentava como um “clube privado de investimento” que oferecia supostas oportunidades em imóveis, veículos de luxo, iates, whisky, ouro e criptomoedas, entre outros, garantindo rentabilidades fixas e recompra assegurada.”

Alguns desses ativos passaram por uma grande valorização desde 2023 até hoje. Como exemplo, o Bitcoin subiu 526% no período e o ouro outros 119%.

No entanto, o dinheiro dos lesados não era investido, mas sim usado para honrar as promessas de rentabilidade oferecidas para outras vítimas.

Autoridades espanholas prenderam líder do esquema

A operação resultou na prisão de um cidadão espanhol conhecido como ‘CryptoSpain’. Seu nome verdadeiro não foi revelado, somente suas iniciais: A. R.

Além do golpe financeiro, ele também está sendo acusado por lavagem de dinheiro.

Suspeito de operar pirâmide de R$ 1,6 bilhão (€ 260 milhões) algemado em delegacia na Espanha. Fonte: Guarda Civil/Reprodução.
Suspeito de operar pirâmide de R$ 1,6 bilhão (€ 260 milhões) algemado em delegacia na Espanha. Fonte: Guarda Civil/Reprodução.

Apesar da dimensão do esquema piramidal, as autoridades não revelaram nenhuma apreensão de dinheiro ou criptomoedas na nota oficial.

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