Por que a CME mudou o jogo do Bitcoin em 2020

Mercado de Bitcoin está crescendo e ganhando relevância na CME.

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Chicago Mercantile Exchange (CME) é a maior bolsa de derivativos do mundo. Dentre seus produtos estão os contratos futuros e opções de petróleo, soja, milho, S&P, moedas, ouro, juros, entre outros.

Quanto ao volume financeiro negociado, ultrapassa os US $ 40 trilhões mensais. O grupo é listado na Nasdaq (CME US), com receita de quase US$ 5 bilhões em 2019 e lucro de US$ 2,1 bilhões. Ah! Pra completar, possuem 27% da empresa Dow Jones Indices.

Por que o Bitcoin é importante pra CME?

Antes que você pense besteira, ou sonhe, na CME não há Bitcoins de verdade circulando. O contrato é de liquidação financeira, ou seja, a cada dia o perdedor paga ao ganhador. Se a cotação subir, quem estava vendido tem parte de sua margem transferida ao comprador.

Primeiramente, seu volume médio em Bitcoin tem ultrapassado os US$ 8 bilhões por mês. Enquanto isso, o número de clientes com posições relevantes tem crescido a cada trimestre, se aproximando dos 100. Ou seja, é um mercado que está crescendo e ganhando relevância na CME.

O gap (buraco) de preços na CME

O Diretor Global de Produtos Tim McCourt deu uma entrevista recente no youtube, na qual inclusive criticou a análise de “gap (buraco) da CME”. Na visão de Tim, o fato do mercado da CME fechar para negociação no sábado causa eventuais diferenças na reabertura ao domingo. Ou seja, como o Bitcoin é volátil, eventualmente esses gaps (buracos) vão ser fechados, mas é pura sorte.

Novos clientes profissionais

Outro ponto que Tim McCourt levantou foi o nascimento de novos fundos de investimento exclusivos de criptos, facilitadores de estratégias com futuros e opções, ou até mesmo de arbitradores. Embora não sejam considerados investidores institucionais nos demais mercados, por conta do seu tamanho, são importantes no mercado de Bitcoin em volume.

Ganho de mercado frente aos não regulados

Embora o valor de mercado dos contratos em aberto da Binance e OKEx ainda lideram, a CME já ultrapassou a Huobi e Bitmex. Vale lembrar que a CME não pode oferecer o futuro perpétuo, também conhecido como swap inverso. Este é o contrato ajustado a cada 8 horas, sem vencimento.

Deste modo, é possível afirmar que hoje, a CME divide com Coinbase, Bitstamp, Binance e OKEx a função de precificação de curto-prazo. Se você acompanha este mercado há mais de 1 ano, lembra que até o final de 2019 a Bitmex tinha 50% do volume. Por este motivo, era a exchange mais importante. Além de ter perdido o posto, deixou o mercado mais equilibrado, e saudável, entre os concorrentes citados.

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Marcel Pechman
Marcel Pechman é trader e analista de criptomoedas desde 2017. Atuou como trader por 18 anos nos bancos UBS, Deutsche e Safra. Além de YouTuber em seu canal RadarBTC, foi reconhecido em diversas premiações como um dos maiores interlocutores do Bitcoin do país. Maximalista convicto, acredita na falência da moeda fiduciária, aquela emitida por governos.

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