Quase mil criptomoedas morreram em 2022, revela estudo

Dados do CoinGecko mostram que a realidade do setor de altcoins é impiedosa para investidores.

Dados revelados por um estudo do CoinGecko indicam que um número alarmante de criptomoedas alternativas morreram em 2021. Segundo o levantamento, o número supera as mortes registradas em 2022.

Ainda que 2021 seja lembrado como o maior período de alta do bitcoin, muitas criptomoedas criadas no período foram apenas golpes financeiros.

O estudo buscou dados das criptomoedas listadas no site, que chegou a listar mais de 16 mil projetos no último ano. A criação de criptomoedas novas atraiu investidores iniciantes, mas o risco para investidores do mercado cresceu.

Número alarmante de criptomoedas que morreram em 2021 é maior que 2022

De acordo com dados revelados pelo Livecoins, em outubro de 2022, pelo menos 12 mil criptomoedas se tornaram zumbis nos últimos meses.

Contudo, a situação é pior quando se entende qual o número de projetos que simplesmente sumiram nos últimos dois anos.

De acordo com estudo do CoinGecko, rival do CoinMarketCap, 3.322 criptomoedas alternativas morreram em 2021. Assim, já são consideradas “dead coins“, ou seja, moedas mortas.

O número representa 40% das criptomoedas que foram criadas desde novembro de 2020 e listadas pelo CoinGecko. Segundo o estudo, a morte de altcoins em 2021 é 2,5 vezes maior que em 2020, e chega a 3,5 mais que 2022 até o mês de novembro.

“Isso é 2,5 vezes maior que a quantidade de criptomoedas listadas em 2020 que falharam e 3,5 vezes maior que 2022 YTD.”

Criptomoedas alternativas - altcoins - que morreram em 2021 supera valor até novembro de 2022 revelou estudo
Criptomoedas alternativas – altcoins – que morreram em 2021 supera valor até novembro de 2022 revelou estudo. Crédito: CoinGecko.

Chama atenção que, mesmo com a queda em 2022, a morte de 951 altcoins até o mês de novembro ainda deixa o ano como o terceiro no ranking, visto que em 2020, 1.320 criptomoedas morreram.

Culpados: “moedas meme”

Durante a alta do mercado, investidores entraram em transe com as memecoins, impulsionadas pela alta da Dogecoin, que valorizou com a ajuda de Elon Musk.

Segundo o levantamento, surgiram muitas moedas que não tinham projetos sólidos e nem programadores conhecidos. Assim, haviam fortes indícios que tais “shitcoins” poderiam morrer, destacou o estudo.

“A ‘temporada de moedas memes’ que tomou a indústria de assalto é uma razão provável para explicar o alto número de ‘moedas mortas’ ou criptomoedas com falha a partir de 2021.”

Entre outros dados revelados, o CoinGecko revela que, em média, 950 criptomoedas listadas morrem a cada ano. Ou seja, investir em uma altcoin é uma atividade de extremo risco.

Os dados apurados do período entre 2014 e 2022, de moedas que já listadas no CoinGecko, mostram apenas informações de criptomoedas mortas e desativadas.

Vale lembrar que, apesar de críticos declararem a morte do bitcoin a cada queda, essa segue como a moeda digital descentralizada mais antiga e segura hoje.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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