Receita investiga lavagem de dinheiro com criptomoedas em pizzaria

Polícia e Ministério Público Federal também estão conduzindo suas investigações sobre o crime.

A Receita Federal participou da Operação Mamma Mia, que investiga se houve o crime de lavagem de dinheiro com criptomoedas em uma pizzaria. Além das moedas digitais, as investigações buscam identificar se a quadrilha utilizou ouro para ocultar a origem de seus ganhos.

A operação foi deflagrada na última quinta-feira (27), em conjunto com a Polícia e Ministério Público Federal. Segundo as investigações preliminares, a organização criminosa seria especialista em tráfico de entorpecentes.

Foram cumpridos 74 mandados de busca e apreensão em oito estados brasileiros. De acordo com a Polícia Federal, as investigações teriam começado após a pizzaria realizar algumas transações suspeitas pelo Brasil.

“As investigações tiveram início em julho de 2020, quando a Polícia Federal recebeu informações indicando que uma pizzaria na cidade de Mossoró (RN) teria realizado transações financeiras suspeitas com diversas empresas espalhadas no Brasil.”

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Lavagem de dinheiro com criptomoedas e ouro é investigada pela Receita Federal

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, expedidos pela Justiça do Rio Grande do Norte, participaram 180 policiais federais e mais 15 auditores-fiscais e analistas da receita. A Operação Mamma Mia foi batizada assim por conta das investigações do crime surgir em uma pizzaria.

A justiça federal determinou a apreensão dos bens dos suspeitos de cometer os crimes, até o limite de R$ 192 milhões. Essa quantia teria sido obtida com o crime de tráfico de entorpecentes.

Além de lavar dinheiro com contas correntes bancárias, de pessoas físicas e jurídicas, a organização criminosa ainda utilizava criptomoedas e ouro para ocultar o dinheiro da atividade.

“Com a Operação Mamma Mia os órgãos participantes apuram os indícios encontrados durante as investigações de que a organização criminosa movimenta recursos financeiros por meio de contas correntes de pessoas físicas e empresas, utilizando-se da aquisição de criptoativos e de ouro extraído irregularmente no país para financiamento de suas atividades e para lavagem de dinheiro.”, publicou a Receita Federal em redes sociais.

Duas pessoas tiveram seus nomes incluídos na lista da Interpol

Após a prisão de um suspeito do Rio Grande do Norte, a investigação compreendeu o funcionamento do esquema. Além de tráfico, a organização criminosa também resgatava presos e cometia atos de violência no estado, aponta a Polícia Federal.

“Com a prisão de um dos líderes de uma facção criminosa potiguar, foi possível  compreender o sofisticado esquema de ocultação e transporte de valores, utilizado para dar aparência lícita aos recursos obtidos com tráfico internacional de drogas, além de fomentar outras ações violentas no Estado, entre elas a prática de homicídios e o resgate de presos em penitenciárias no Rio Grande do Norte.”

A força tarefa cumpriu então 10 mandados de prisão preventiva, incluindo dois nomes de suspeitos na lista da Interpol, de fugitivos internacionais. Um acordo de cooperação jurídica tenta um acordo com a Bolívia, para que um homem seja preso e enviado ao Brasil para responder pelos seus crimes.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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