Santander encerra conta de pirâmide de Bitcoin

Banco estava sendo utilizado em esquema, apontam denúncias por perfil que acompanha esquema.

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Mulher entrando em agência do Banco Santander na Varsóvia, Polônia
Mulher entrando em agência do Banco Santander na Varsóvia, Polônia

O banco Santander encerrou a conta de uma grande pirâmide de Bitcoin que deixou milhares lesou vítimas no Brasil e no resto do mundo. Com o fim do esquema, que aconteceu em 2016, as vítimas da OneCoin ainda procuram reaver o dinheiro investido, visto que a líder principal da empresa, Ruja Ignatova, a “Rainha das Criptomoedas”, ainda está desaparecida.

Parte dos clientes do esquema estavam no Brasil, quando a OneCoin ainda funcionava e captava pessoas com promessas de rendimentos fixos ao mês com uma moeda que seria melhor que o Bitcoin. Sem sair do papel, a criptomoeda falsa nunca chegou a existir, mas o golpe foi real.

Santander encerrou conta de pirâmide de Bitcoin

O Santander Bank Polska, divisão do gigante banco na Polônia, recebeu denúncias em maio de 2021 que os responsáveis por lavar o dinheiro do esquema OneCoin haviam aberto contas na instituição.

Usando empresas de fachada, como tem feito desde 2016, os promotores da OneCoin criam contas em bancos e operam o capital para tentar tornar os frutos do golpe internacional em dinheiro lícito.

Contudo, o perfil Crypto Xpose no Twitter tem se dedicado a rastrear essas operações e denunciar aos bancos. No caso do Santander, a pirâmide de Bitcoin foi descoberta pelo perfil, que já havia feito denúncias as instituições polonesas.

“Eu queria descobrir qual conta bancária os golpistas usam globalmente e criei um novo acesso vietnamita no portal OneEcosystem. Mesmo assim, os golpistas búlgaros do OneCoin estão usando o mesmo @igoriatrade conta em @SantanderBankPL que relatamos às autoridades polonesas já em 20 de maio.”

Nos últimos dias, o perfil voltou a ver movimentações bancárias diferentes, indicando que a pirâmide de bitcoin encerrou a conta na instituição Santander polonesa, migrando suas operações para outra jurisdição.

Denúncia acredita que OneCoin está lavando dinheiro no Reino Unido

O novo país em que a OneCoin pode estar supostamente lavando dinheiro da fraude financeira global é o Reino Unido, apontou o perfil que rastreia as atividades da pirâmide.

Dessa forma, uma conta foi aberta, segunda a denúncia, na instituição Metro Bank, que atua no varejo daquele país.

“O maciço Ponzi internacional da OneCoin mudou sua conta bancária principal novamente. Agora, suas faturas pró-forma dão ao Reino Unido Metro Bank conta para lavar dinheiro e, como de costume, a OneCoin opera por meio de uma empresa de caixa postal, desta vez chamada BRIXIT INTERNATIONAL LIMITED.”

Claro que não está claro ainda se as denúncias correspondem de forma correta, mas cabe o alerta para que as autoridades investiguem o caso.

Na Argentina, por exemplo, até um radialista se envolveu com a OneCoin e segue preso desde dezembro de 2020.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
Bitcoin em alta. Imagem: ShutterStock

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