Startup lança “criptodólar” para combater hiperinflação na Venezuela

Um vídeo já foi postado mostrando que é possível enviar um criptodólar em apenas 30 segundos.

A Valiu, uma startup de serviços financeiros localizada no Chile, está adotando uma estratégia interessante para tentar conter a crise na Venezuela.

Desde a última quarta-feira (22), a empresa lançou uma espécie de dólar sintético para ser usado no país. A moeda digital é lastreada em Bitcoin e tem a intenção de tentar contornar a hiperinflação que assola a toda a nação.

O principal objetivo em usar o ativo digital está na realização de remessas transfronteiriças para o país.

A Venezuela enfrenta há tempos problemas como hiperinflação e estagnação econômica, e tenta diversas medidas para tentar contornar a situação.

Um exemplo é o serviço recente que permite aos venezuelanos fazer pagamentos por criptomoedas via SMS. Porém, a situação ainda é bastante grave em âmbito geral.

Dentro deste contexto, Simon Chamorro, CEO da Valiu, apresentou em seu Twitter o Dólar Sintético, apoiado em bitcoin. As transações com a moeda digital ainda está em estágio inicial.

Porém, seus responsáveis já colaboraram com o Rappi, aplicativo de entrega de comida que será responsável por atrair usuários para este novo ativo digital. Assim sendo, a expectativa é de que ele seja lançado na Venezuela até o final deste ano.

Home office

O lançamento do produto foi feito de forma remota devido a pandemia causada pelo COVID-19. O criptodólar surgiu após vários meses de pesquisa, e mesmo com o apoio do Bitcoin a ideia é que todos possam usá-lo, inclusive pessoas que não tem investimentos no criptomercado.

Assim, a ideia é comprar e negociar o ativo em troca de dinheiro, bastando para isto um smartphone e uma carteira digital. O procedimento, portanto, poderá ser feito em qualquer um dos parceiros da Valiu no país.

Um vídeo já foi postado mostrando que é possível enviar um criptodólar em apenas 30 segundos.

Ele explicou que o que lhe motivou a criar este projeto foi o fato de que há milhares de trabalhadores imigrantes que vem da Venezuela para a Colômbia todos os meses.

Assim, sua intenção é de que estas pessoas possam contar com um aporte financeiro sem ter uma conta bancária. Atualmente há 6 milhões de trabalhadores venezuelanos estrangeiros.

Durante 2019 a Valiu foi responsável por ajudar 38 mil famílias da Venezuela com um serviço de transferência de dinheiro mais acessível.

O problema é que quando os fundos destas pessoas são transformados em bolívares ao chegarem no país de origem, perdem muito de seu valor. Assim sendo, o criptodólar pode ajudar a manter a riqueza do poder de compra destas pessoas, oferecendo soluções para os problemas de seus usuários.

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Jeferson Scholz
Jornalista. Escrevi dois artigos acadêmicos publicados no congresso de comunicação INTERCOM, e fui diretor do documentário universitário "Planeta dos Desmortos - O Mito Zumbi".

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