STF usa token de criptomoeda para compensar carbono

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura

O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou que recebeu certificados de crédito de carbono zero em suas atividades de 2023 e 2024, que utiliza o token de uma criptomoeda para realizar as compensações.

Em anúncio na segunda-feira (18), o STF indicou que houve a compensação integral das emissões de gases de efeito estufa (GEE) de suas atividades.

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Com os certificados físicos, se torna possível verificar “o número de série de cada crédito, representa uma prova material, auditável e transparente da ação climática realizada pelo STF e reafirma o compromisso da Corte com a neutralização de suas emissões e com soluções tecnológicas sustentáveis e inéditas“.

Certificado do STF em compensação de crédito de carbono token criptomoeda
Certificado do STF em compensação de crédito de carbono (Foto/Reprodução).

STF tem acordo com empresa para tokenizar crédito de carbono

De acordo com informações divulgadas pelo próprio supremo, a iniciativa é resultado do programa STF Carbono Zero e do Acordo de Cooperação Técnica assinado com a empresa Biofílica Ambipar Environmental Investments.

Um dos principais diferenciais desse acordo é o uso da tecnologia blockchain para converter os créditos de carbono em ativos digitais únicos (“tokenizar“).

Cada tonelada de carbono compensada é convertida em um ativo digital exclusivo e rastreável, assegurando a integridade e a rastreabilidade do processo.

A utilização desses créditos é registrada em uma plataforma pública e imutável, o que garante que os créditos não possam ser reutilizados ou manipulados.

Com isso, qualquer pessoa pode verificar a origem e o destino dos créditos de carbono utilizados pelo STF. Com informações divulgadas pelo próprio tribunal.

“A entrega dos certificados simboliza a consolidação de uma política ambiental ativa e efetiva no STF e o um compromisso que faz parte da Política de Sustentabilidade do Tribunal. Ao adotar tecnologias emergentes como a tokenização e o blockchain, o Supremo se posiciona como uma instituição moderna e transparente, que busca soluções inovadoras para seus desafios e se coloca na vanguarda da governança digital e ambiental no setor público“, disse o comunicado.

Além do STF, grandes empresas do Brasil já utilizam processo de tokenização em blockchain para compensação de carbono

Além do STF, a Ambipar informa em sua página que tem clientes como UltraGaz, XP Investimentos, Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Boticário, Itaú, Ipiranga, entre outros.

A empresa afirma que já possui mais de 150 clientes de vários seguimentos, mostrando que muitas empresas buscam tokenizar sua pegada de carbono em blockchain, com a facilitação do serviço.

Desde março de 2025, a B3 já lista uma opção de compra de créditos de carbono com a Ambify.

Além disso, a empresa mantém em corretoras de criptomoedas a listagem da sua criptomoeda Ambify (ABFY), que também representa créditos de carbono.

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