Vitalik Buterin abre o coração: “quero que o Ethereum se torne mais parecido com o Bitcoin”

Ainda sobre este tema, Buterin apontou que muitos projetos grandes dependem de uma segurança que o Ethereum não possui. Isso é preocupante, afinal, além de R$ 1,18 trilhões do próprio ETH, há muito mais dinheiro em jogo em seu ecossistema.

Vitalik Buterin em entrevista. Reprodução
Vitalik Buterin em entrevista. Reprodução

Abrindo seu coração para o público, Vitalik Buterin expôs algumas contradições que ainda vivem em sua cabeça. A maior delas é o seu desejo de ver o Ethereum se tornar mais parecido com o Bitcoin. Entretanto, o fundador do Ethereum destacou que isso exige muito esforço coletivo no curto prazo.

Indo além, o gênio por trás da criação do Ethereum também expôs pensamentos sobre como visualiza a camada 1 de sua criptomoeda. Bem como falou sobre outras questões políticas e sociais que envolvem criptomoedas.

Atualmente o Ethereum é a segunda maior criptomoeda do mercado, atrás apenas do Bitcoin. Portanto, devido ao anonimato e sumiço de Satoshi Nakamoto, Vitalik Buterin pode ser considerado a figura mais importante do setor em atividade.

Ethereum como o Bitcoin

Através de suas redes sociais, Vitalik Buterin citou dez contradições nas quais ainda pensa. A primeira está relacionada as tantas diferenças entre a sua moeda, o Ethereum, e a maior delas, o Bitcoin.

“Contradição entre meu desejo de ver o Ethereum se tornar um sistema mais parecido com o Bitcoin, enfatizando estabilidade e estabilidade de longo prazo, inclusive culturalmente, e minha percepção de que chegar lá requer muita mudança ativa e coordenada de curto prazo.”

Além do Bitcoin não possuir uma figura central em seu desenvolvimento, vários outros pontos o tornam diferente do Ethereum. Para citar alguns deles, muitas pessoas desdenham o Ethereum por não ter uma oferta máxima, bem como a cunhagem de novas moedas não ser controlada pela matemática.

Quanto questões culturais, hoje o Bitcoin possui muito mais defensores e “advogados”, incluindo grandes nomes. Além disso, o sucesso do Ethereum depende mais de terceiros do que de si próprio, o que nos leva ao próximo ponto.

Macacos de 3 milhões de dólares

Por diversas vezes Vitalik Buterin já afirmou que não previu o crescimento dos tokens não-fungíveis (NFTs). Além disso, já se mostrou preocupado sobre pessoas gastando milhões de dólares em imagens de macacos. Contudo, hoje o criador do Ethereum ainda tenta se convencer de que isso é bom para o setor, como mostrado abaixo.

“Contradição entre minha antipatia por muitos “aplicativos” financeiros modernos de blockchain (macacos de US$ 3 milhões, etc.), e minha apreciação relutante pelo fato de que essas coisas são uma grande parte do que mantém a criptoeconomia funcionando e paga por todos os meus experimentos de governança/DAO favoritos.”

Vitalik Buterin também falou sobre mudanças no Ethereum

Por fim, o último destaque fica para as mudanças em sua própria moeda, o Ethereum. Para Vitalik Buterin, sua camada 1 deveria ser simples, deixando a complexidade para as camadas seguintes. Algo parecido com o Bitcoin (camada 1) e a Lightning Network (camada 2).

“Contradição entre meu desejo de simplificar ao máximo a camada 1 (L1) e meu desejo de simplificar ao máximo todo o ecossistema (já que uma L1 simples geralmente “exporta” sua complexidade para outras camadas, que os usuários precisam adotar de qualquer maneira)”

Ainda sobre este tema, Buterin apontou que muitos projetos grandes dependem de uma segurança que o Ethereum não possui. Isso é preocupante, afinal, além de R$ 1,18 trilhões do próprio ETH, há muito mais dinheiro em jogo em seu ecossistema.

“Contradição entre meu desejo de ver o Ethereum se tornar uma camada 1 que pode sobreviver a circunstâncias verdadeiramente extremas e minha percepção de que muitos aplicativos importantes no Ethereum já dependem de suposições de segurança muito mais frágeis do que qualquer coisa que consideramos aceitável no design do protocolo Ethereum.”

Outros pontos abordado por Vitalik Buterin foram experimentos políticos e sociais, como países de criptomoedas, bem como seu papel na resolução de conflitos. A lista completa de suas contradições pode ser vista em sua página no Twitter.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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