Investidores podem usar queda do bitcoin para compensar impostos no exterior

Ana Paula Rabello alerta: "gráfico vermelho" não conta para a Receita

A contadora especialista em declarações de impostos no Brasil para investidores de bitcoin e criptomoedas, Ana Paula Rabello (Declarando Bitcoin), explicou nesta quinta-feira (5) para a reportagem do Livecoins que o momento de queda pode ser uma boa oportunidade para compensar o chamado prejuízo fiscal.

Ela explica, contudo, que o processo não é tão simples quanto alguns pensam. “Não se engane: queda de preço não gera prejuízo fiscal. Para haver compensação, o prejuízo precisa ser realizado“, diz.

Ao explicar o caso, ela indica que a Receita Federal do Brasil (RFB) só reconhece o fato gerador, e é aí onde os investidores que compraram na máxima o bitcoin e seguram uma queda de 50% podem aproveitar.

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Isso significa vender o ativo abaixo do custo de aquisição. Só após a realização é que o prejuízo passa a existir juridicamente para fins fiscais. Quem quiser aproveitar esse efeito pode, por estratégia, vender no prejuízo e recomprar — e aí sim o prejuízo realizado pode ser utilizado para compensações futuras, inclusive entre ativos diferentes, exercícios distintos ou até aplicações de natureza diversa, desde que se trate de operações no exterior“, diz Rabello.

No seu Instagram, onde costuma compartilhar dicas para investidores, ela lembra que a simples sensação de prejuízo não conta para a receita, mas o prejuízo realizado sim.

Estratégias com investimentos em criptomoedas que evitam ou adiam pagamentos de impostos

Conforme a reportagem conversou com a contadora, a operação de venda com prejuízo e recompra é uma estratégia para investidores evitarem ou até adiarem o pagamento de impostos.

A contadora já escreveu sobre o assunto no texto “Impostos sobre criptomoedas: 4 estratégias legais para evitar, diminuir ou adiar o pagamento“, mostrando que é uma prática regulada. Ou seja, os investidores não estão fazendo nada ilegal, apenas uma manobra que os ajuda no curto prazo.

No imposto, o que vale não é a sensação de perda. É o que foi realmente realizado“, finaliza.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).

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