O tribunal federal do Brooklyn sentenciou Braden John Karony, CEO da SafeMoon, a 100 meses (8 anos e 4 meses) de prisão na terça-feira (10). O juiz Eric Komitee confirmou a condenação por conspiração para cometer fraude de valores mobiliários, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A decisão obriga o executivo a devolver US$ 7,5 milhões e entregar duas propriedades residenciais adquiridas com o capital das vítimas.
A sentença encerra um caso que expôs a traição contra milhares de investidores, incluindo veteranos militares e trabalhadores comuns.
Karony desviou milhões de dólares dos cofres da empresa para financiar um estilo de vida extravagante.
A lista de bens comprados com o dinheiro do golpe inclui uma mansão de US$ 2,2 milhões em Utah, carros esportivos da marca Audi e caminhonetes personalizadas.
“Braden John Karony não apenas abusou de sua posição como CEO, como também traiu a confiança de seus investidores ao roubar mais de nove milhões de dólares em ativos digitais de sua empresa para financiar seu estilo de vida luxuoso“, afirmou Barnacle, Diretor Assistente do FBI. “O FBI está empenhado em combater a fraude no mercado de ativos digitais para garantir igualdade de condições para os americanos.”
CEO de criptomoeda mentiu para investidores e FBI comprovou com investigação
O esquema fraudulento explorava o mecanismo de funcionamento do token. A SafeMoon cobrava uma taxa de 10% sobre cada transação e prometia que metade desse valor iria para um “pool de liquidez bloqueado”. Os criadores garantiam que esse fundo travado impediria a remoção súbita de capital (o famoso rug pull).
A investigação do FBI provou que essa trava era mentira. Karony e seus cúmplices mantinham acesso secreto aos fundos e drenavam os ativos para carteiras pessoais. Eles utilizavam corretoras centralizadas e transações complexas para ocultar o rastro do dinheiro roubado.
O promotor federal Joseph Nocella afirmou que a prisão de Karony serve de alerta para criminosos do setor financeiro. Thomas Smith, outro líder do projeto, confessou os crimes no início de 2025 e aguarda sua pena, enquanto o terceiro envolvido, Kyle Nagy, permanece foragido da justiça. A SafeMoon chegou a ter valor de mercado superior a US$ 8 bilhões antes do colapso provocado pela fraude de seus fundadores.