A OKX participou do Web Summit Rio 2026 em um debate sobre o futuro dos pagamentos digitais e o papel das stablecoins na construção de uma infraestrutura financeira global. No painel, Guilherme Sacamone, CEO da OKX Brasil, comentou como o Pix mudou a relação do brasileiro com o dinheiro ao consolidar uma experiência de pagamentos instantâneos, simples e disponível a qualquer hora.
Durante a conversa, Sacamone afirmou que a adoção do Pix criou uma nova referência de conveniência para consumidores e empresas no país. Segundo o executivo, essa familiaridade com transações em tempo real ajuda a explicar por que o Brasil ocupa uma posição relevante no debate sobre a próxima fase dos pagamentos digitais, especialmente em operações internacionais.
“O Pix mostrou que, quando a experiência é simples e resolve uma dor real, a adoção acontece. O próximo desafio é levar essa lógica de agilidade para pagamentos globais, com segurança e confiança”, afirma o CEO da OKX Brasil.

O painel trouxe um ponto do ambiente regulatório brasileiro que a OKX acompanha de perto: as exigências atuais de acesso ao Pix por prestadores de serviços de ativos virtuais, na visão da empresa, não refletem o comportamento real dos usuários. O brasileiro já conta com aplicativos bancários robustos para Pix de uso geral, e experiências anteriores de exchanges que tentaram oferecer Pix P2P entre seus próprios usuários confirmaram que essa não é uma demanda real do mercado. Ninguém usa corretora de criptoativos para fazer Pix para terceiros.
Para a OKX, obrigar exchanges a se tornarem instituições de pagamento, ou a depender de provedores de Banking-as-a-Service, para acessar uma funcionalidade fora do perfil de uso de seus clientes representa um custo regulatório sem contrapartida proporcional. A companhia defende que a regulamentação do setor avance com critérios que reflitam o uso real da infraestrutura, preservando os objetivos de segurança e proteção ao usuário sem criar barreiras desnecessárias ao desenvolvimento do mercado.
A discussão também abordou o avanço das stablecoins como instrumentos para pagamentos cross-border, liquidação em tempo real e acesso a moedas digitais estáveis. Para a OKX, o tema reforça a transição do mercado de criptoativos para casos de uso mais conectados à economia real, como remessas, câmbio e movimentação de valor entre países.
A presença da OKX no Web Summit Rio faz parte da estratégia da companhia de ampliar a conversa sobre ativos digitais como infraestrutura financeira, regulação e aplicações práticas de moedas digitais para consumidores e empresas.
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