Analistas da NYDIG acreditam que o Bitcoin pode estender suas perdas até US$ 38.000. A justificativa seria de que a queda de 54,3% em relação ao seu topo histórico não seria profunda o suficiente para uma retração completa do ciclo.
Além disso, a empresa especializada em Bitcoin e serviços financeiros institucionais também destaca outros pontos de atenção.
Isso inclui a pausa das compras de Bitcoin pela Strategy, dando espaço a vendas, bem como uma falta de demanda no mercado spot, uma forte saída pelos ETFs e a dificuldade do Clarity Act ser aprovado nos EUA.
No momento desta redação, o Bitcoin é negociado na faixa dos US$ 64.150, em leve queda de 1,7% nas últimas 24 horas.
Bitcoin enfrenta vários desafios ao mesmo tempo, aponta relatório
Embora Kevin Warsh seja um defensor do Bitcoin, o relatório da NYDIG aponta que a criptomoeda caiu da faixa dos US$ 80.000 até os US$ 60.000 após o economista assumir o cargo de presidente do Fed.
Somado a isso, os analistas afirmam que o acontecimento mais importante para o Bitcoin foi a mudança de narrativa da Strategy. Se antes Michael Saylor falava em vender um rim para não vender Bitcoin, agora sua empresa realizou duas vendas recentes.
“O resultado foi um trimestre em que as DATs [empresas de tesouraria de criptomoedas], coletivamente, se tornaram uma fonte de pressão vendedora, em vez de um motor confiável de demanda.”

Como visto acima, o desempenho do Bitcoin ficou bem próximo ao do ouro. Segundo os analistas, isso acontece por conta das expectativas de uma política monetária mais restritiva, apesar da disparada das ações, do avanço regulatório e do menor risco geopolítico no período.
Por fim, outro ponto destacado são as conversas sobre os avanços da computação quântica. Embora o risco de curto prazo seja limitado, o assunto tende a ganhar relevância conforme esses computadores melhoram.

Bitcoin pode cair para US$ 38.000 caso repita os ciclos anteriores
Muitos analistas acreditavam que o ciclo de quatro anos não se repetiria dessa vez devido a diversos fatores, como a chegada dos ETFs. Apesar disso, o Bitcoin opera em forte queda em 2026.
Para os analistas da NYDIG, é possível que a criptomoeda continue caindo até os US$ 38.000 para repetir o comportamento visto nos ciclos passados.
“O modelo do ciclo de quatro anos aponta para uma mínima entre US$ 38 mil e US$ 39 mil no início de outubro, caso a queda atual siga o padrão de profundidade e duração de 2018 e 2022, com fundos progressivamente menos profundos, uma queda de aproximadamente 70% e cerca de 370 dias.”

Como pode ser visto na imagem acima, a queda do Bitcoin estaria no dia 268. Caso repita os dois ciclos anteriores, ele pode continuar caindo até os dias 363 a 376.
O que esperar para o futuro?
Após analisar o que aconteceu no primeiro semestre de 2026 e focar no ciclo de quatro anos, o relatório da NYDIG lista o que importa para o Bitcoin daqui em diante.
O ponto mais importante, segundo os analistas, seria a passagem do Clarity Act nos EUA. Isso porque o projeto de lei visa trazer uma maior clareza regulatória para o mercado cripto como um todo.
“O momento é crítico porque a atual janela legislativa do Senado vai, na prática, de 13 de julho a 7 de agosto, seguida por um recesso até 14 de setembro. Depois disso, a política eleitoral de meio de mandato deve dificultar a aprovação de projetos controversos antes de novembro.”
Na sequência aparecem os fluxos dos ETFs e o valor de mercado das stablecoins.
Isso porque esses fundos tiveram saídas de US$ 4,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, enquanto as stablecoins contraíram cerca de US$ 11 bilhões no período, indicando uma perda de liquidez no mercado à vista.

“Se a demanda no mercado à vista continuar fraca, o elevado open interest e o funding positivo aumentarão o risco de outro movimento de queda impulsionado por liquidações.”
Por fim, o comportamento de empresas de tesouraria, a liquidez do Fed e os conflitos no Oriente Médio também merecem atenção.
