O Supremo Tribunal Federal (STF) recusou o pedido de soltura de um réu acusado de fraude financeira, Alexandre de Moraes julgou o caso do suspeito Baifeng Wu na terça-feira (14) com foco na manutenção da prisão preventiva.
A decisão decorre das investigações policiais da Operação Mirage sobre crimes de estelionato e lavagem de capitais.
O grupo criminoso atraía as vítimas com falsas promessas de lucros acima da média no mercado de criptomoedas.
O esquema fraudulento desviou fundos dos usuários e repassou o dinheiro por meio de transferências rápidas no Núcleo PIX. Depois, golpistas converteram os saldos para criptoativos na tentativa de ocultar a origem ilícita dos recursos roubados.
Atuação do suspeito consolida fraudes com criptomoedas no território nacional
Baifeng exercia um papel logístico na estrutura da quadrilha e operava a ativação de linhas telefônicas de terceiros, ou seja, um “chipeiro”.
Esse homem utilizava os nomes dos indivíduos Vanei e Cirilo para assumir identidades falsas no contato com os investidores.
Os registros do inquérito apontam o uso de protocolos de internet com origem na China. Desta forma o grupo conseguia manter o anonimato na abordagem de cidadãos em busca de novos ganhos.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o recurso inicial da defesa por questões burocráticas do trâmite processual. Moraes concordou com essa posição para evitar a supressão de instâncias na avaliação das provas.
Operação policial desarticula grupo financeiro após denúncias de vítimas
A Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul iniciou as ações contra a quadrilha em janeiro deste ano. Os investigadores cumpriram diversos mandados judiciais nas regiões de São Paulo e Goiás.
A ação resultou no bloqueio de dezenas de contas bancárias e carteiras de criptoativos dos suspeitos de fraude.
Policiais apreenderam aparelhos celulares e carros de luxo dos alvos da ação coordenada.
O inquérito contabilizou mais de quarenta vítimas desse esquema de promessas enganosas de ganhos. Uma única pessoa amargou a perda de R$ 4 milhões após o aporte no aplicativo da quadrilha.
Falsa plataforma de investimentos facilitava o sumiço do patrimônio
Os membros da organização compravam anúncios patrocinados nas redes sociais para fisgar o cidadão comum. A propaganda levava o alvo para grupos fechados com dicas falsas de lucros altos e sem esforço.
A vítima aplicava o capital em uma plataforma de criptomoedas desenvolvida sob o controle do grupo.
O sistema exibia saldos inflados para encorajar novos depósitos na conta dos bandidos.
A denúncia do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul detalha a divisão de tarefas dos golpistas. Esse bando contava com quatro núcleos distintos focados desde a captação de alvos até a ocultação de valores.
As pessoas devem buscar corretoras de criptoativos com registros oficiais para fugir dessas armadilhas na internet, enquanto o alerta das instituições de segurança previne o surgimento de novos golpes no setor financeiro.
