A Comissão de Padrões de Comunicações da Coreia do Sul (KCSC) bloqueou o acesso à Polymarket, um mercado de previsões, em todo o território de seu país. Dentre as justificativas estão preocupações com a manipulação de apostas.
Em seu próprio site, a Polymarket afirma que o site está bloqueado em 39 países. Dentre os nomes que aparecem na lista estão Brasil, Itália, Japão e Estados Unidos, bem como Cuba, Irã, Iraque, Coreia do Norte e Rússia.
A diversidade da lista mostra os desafios dessa e de outras empresas deste novo mercado.
Regulador sul-coreano cita preocupações com mercado de previsões e bloqueia Polymarket
Atualmente, a Coreia do Sul é um dos maiores mercados de criptomoedas do mundo. Como exemplo, a corretora sul-coreana Upbit aparece na 3ª posição do CoinMarketCap e o país aparece no 15º lugar do ranking de adoção de criptomoedas da Chainalysis.
Apesar disso, a KCSC anunciou nesta terça-feira (18) o bloqueio da Polymarket, um mercado de previsão que trabalha com criptomoedas.
Segundo a mídia local, o regulador cita preocupações com manipulação de apostas, dentre outros pontos.
Em sua defesa, a Polymarket afirma que sua plataforma não se enquadra no âmbito de aplicação da Lei de Promoção da Utilização de Redes de Informação e Comunicação e Proteção de Informações e, como a plataforma opera por meio de transações P2P sem custódia e contratos inteligentes, ela não possui um operador central.
Além disso, a empresa também nota que não realiza pagamentos diretamente e não estaria descumprindo nenhuma lei de apostas especulativas.
Já a KCSC afirma que isso não deve ser usado para driblar a legislação local.
“A aplicação das leis domésticas não pode ser evitada com base em métodos de prestação de serviços ou características técnicas, como a disponibilização de um serviço em coreano ou o uso de tecnologias centralizadas, como interfaces de negociação.”
Um exemplo citado pelo regulador são apostas sobre os níveis de precipitação em Seul em agosto, o que criaria “um ambiente prático de apostas ilegais para usuários domésticos”.
“Medidas de bloqueio de acesso são inevitáveis para proteger os usuários domésticos.”

Finalizando, a KCSC afirma ter coletado opiniões de outros órgãos, como a Agência Nacional de Polícia da Coreia, a Comissão Nacional de Controle de Jogos de Azar e a Fundação de Promoção Esportiva da Coreia, antes de tomar a decisão.
