Mulher é condenada a prisão por não declarar imposto de ganhos com criptomoedas obtidas por meio de roubo

Tribunal federal ordena confisco de carros esportivos e devolução milionária aos cofres públicos

A Justiça dos Estados Unidos condenou a cidadã Iris Rabaya Au (37) a 18 meses de prisão por crimes fiscais na segunda-feira (21), visto que a mulher sonegou informações sobre lucros ilícitos superiores a US$ 2,6 milhões em seu imposto de renda.

Ela mantinha um relacionamento com o golpista de criptomoedas, Adam Iza (apelido “Poderoso Chefão”) na cidade de Irvine. Ela aproveitou os ganhos dos golpes executados por seu parceiro para enriquecer, com a compra de bens.

O juiz federal que conduziu o processo penal determinou ordem de devolução de US$ 1,4 milhão aos cofres públicos. Além disso, o magistrado exigiu o confisco de bolsas de grife e três esculturas temáticas do filme Poderoso Chefão.

[Au] estruturou a infraestrutura financeira que permitiu a Adam Iza movimentar, gastar e ocultar milhões de dólares provenientes de fraude, enquanto ela se beneficiava pessoalmente da riqueza“, argumentaram os promotores em um memorando de sentença.

Au ocultou entidades e rendimentos de seu contador e apresentou declarações relatando apenas uma pequena fração do que realmente havia recebido. Esses foram atos deliberados com o objetivo de impedir que a Receita Federal descobrisse a verdadeira extensão de sua renda“, disseram as autoridades de acusação.

Criação de empresas para lavar dinheiro

A ré admitiu a culpa pelo crime de sonegação de impostos no mês de março de 2025, quando ela indicou que ajudou a montar o suporte bancário de Adam entre os anos de 2020 e 2024.

Esse comparsa fraudou contas de anúncios nas redes sociais da empresa Meta para acumular fortunas em operações clandestinas. Na sequência, Adam utilizou parte dessas verbas roubadas para adquirir cerca de US$ 16 milhões em criptoativos.

Diante da quantia, a operadora abriu diversas empresas de fachada para ocultar a origem de todo esse capital. Ela transferiu os recursos desviados para contas bancárias pessoais cadastradas nos nomes dessas instituições falsas.

Pagamento de subornos para policiais

O esquema criminoso envolveu o repasse de propinas para policiais do condado de Los Angeles. Com isso, os agentes de segurança concediam proteção particular e acesso a dados confidenciais do governo.

Iris entregou cerca de US$ 1 milhão em espécie para subornar estes servidores públicos corruptos. A dupla também gastou grandes quantias do dinheiro sujo com a aquisição de imóveis de luxo.

Os dois bancavam uma rotina com gastos próximos de US$ 10 milhões em atividades de recreação diária. Desta forma, a investigação federal mapeou um patrimônio incompatível com as atividades formais declaradas pelo casal nos formulários fiscais.

Fraude fiscal com ocultação de lucros

Promotores acusaram a mulher de esconder as rendas do sistema tributário por três anos seguidos. Isso porque, ela movimentou o dinheiro ilícito sem emitir os alertas obrigatórios aos órgãos federais.

A defesa da União atestou falhas propositais nas declarações entregues aos contadores responsáveis pela burocracia financeira do país. Por causa disso, a sentenciada preencheu formulários com fatias menores dos valores transacionados em suas contas correntes para despistar os auditores.

Agentes de investigação da receita federal norte-americana conduziram as buscas para rastrear todas as fraudes contábeis. O procurador Maxwell assumiu o caso penal em nome da divisão de segurança nacional dos Estados Unidos.

Prisão do fraudador em caso paralelo

O autor dos golpes originais confessou seus crimes em um tribunal e aguarda a definição de sua pena na corte. Esse homem responde por conspiração e roubos executados por meios eletrônicos contra investidores do setor financeiro.

O criminoso de 26 anos cumpre uma pena paralela de 15 anos em um presídio federal norte-americano. A Justiça aplicou essa punição por uma tentativa de sequestro e roubo de fundos em bitcoin no passado.

Agentes do FBI atuaram no suporte das buscas para desarticular toda a quadrilha. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos encerrou o inquérito com a condenação dos envolvidos nestes delitos.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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