Brasil sobe para o 1º lugar em índice de adoção de criptomoedas da Chainalysis

Estudo aponta que Brasil pontuou bem nas quatro métricas analisadas: fluxos totais, saldos, economia P2P e fluxos internacionais

A Chainalysis publicou nesta quarta-feira (23) o Índice de Adoção de Criptomoedas de 2026. O Brasil aparecia na 5ª posição na edição anterior, mas agora subiu para a 1ª colocação.

O estudo mostra que o Brasil não ficou no topo em nenhuma das quatro categorias analisadas. No entanto, destaca que o país mostrou um ótimo desempenho em todas elas, motivo pelo qual aparece à frente de outras potências da indústria.

Seguindo, os analistas também publicaram um artigo adicional focado somente na América Latina, dando mais detalhes sobre a economia cripto do Brasil.

Brasil supera EUA, Índia e outros países que estavam à sua frente em ranking de adoção de criptomoedas

A edição do ranking de adoção de criptomoedas de 2025 da Chainalysis analisava principalmente o volume movimentado por usuários de varejo, instituições, corretoras centralizadas e DeFi. O Brasil apareceu na 5ª colocação após ficar em 5º em todas as quatro métricas analisadas.

Já a nova edição de 2026 analisou outros fatores do mercado: fluxos totais, saldos, economia P2P e fluxos internacionais.

“Em conjunto, essas métricas mostram que o Brasil lidera o mundo em adoção popular de criptomoedas. O país não foi o mais forte em nenhuma das categorias analisadas. No entanto, em um ano em que o mercado de baixa prejudicou o crescimento global, o Brasil apresentou um desempenho consistentemente forte em relação ao seu tamanho, superando mercados mais estabelecidos, como os Estados Unidos. No próximo capítulo, sobre a América Latina, analisaremos detalhadamente a economia cripto brasileira de US$ 252,5 bilhões.”

Brasil aparece na 1ª colocação do ranking de adoção de criptomoedas feito pela Chainalysis. Fonte: Chainalysis/Reprodução.

Como pode ser visto na tabela acima, EUA, Nigéria, Japão e Coreia do Sul completam o top 5.

Tirando os EUA, que se manteve na 2ª posição, a Índia caiu de 1º para 5º, Paquistão desapareceu do índice após ficar em 3º na edição passada, e o Vietnã caiu da 4ª para a 18ª colocação.

Outros destaques ficam para a China, aparecendo na 12ª posição ao mostrar força na economia P2P, bem como o Canadá, que aparece na 10ª colocação com números equilibrados nas quatro métricas.

Chainalysis aborda economia cripto do Brasil e da América Latina em outro artigo

Após o Brasil aparecer em 1º lugar de seu ranking de adoção de criptomoedas, a Chainalysis também publicou outro artigo dedicado somente à América Latina, reverenciando o país de língua portuguesa.

“Alguns grandes mercados respondem pela maior parte da economia cripto da América Latina. O Brasil liderou a região no período de 2026, com US$ 252,5 bilhões em movimentação. A Argentina ficou em segundo lugar, com US$ 88,5 bilhões, e o México em terceiro, com US$ 77,6 bilhões.”

Na sequência aparecem Venezuela e Colômbia, com US$ 39,1 bilhões e US$ 29,1 bilhões, respectivamente. Esses cinco países são responsáveis por 80% da economia cripto da região entre junho de 2025 e junho de 2026.

Embora o Brasil tenha subido para a 1ª posição no ranking global, a empresa nota que a economia cripto do país apresentou um recuo de 1,6% no período.

Por outro lado, Venezuela, México, Argentina e Colômbia cresceram 107,2%, 25,5%, 15,3% e 13,8%, respectivamente. Países menores avançaram ainda mais, com destaque para Honduras (361,6%) e Nicarágua (186,4%).

Apesar de tudo isso, o Brasil aumentou sua dominância na América Latina de 31,6% em 2022 para 43,7% atualmente.

A Chainalysis aponta para uma diferença de regulação entre o Brasil e outros países da região. Isso porque empresas locais estão desempenhando um papel cada vez maior no país, devido às regulações do Banco Central, abrindo caminho para uma maior consolidação do mercado.

Stablecoins ganham força no Brasil e na América Latina

Em outro trecho, o estudo aponta outras diferenças entre países que estão acelerando a adoção das criptomoedas. Isso porque, enquanto elas estão cada vez mais integradas aos serviços financeiros existentes no México, elas servem como uma alternativa a esses sistemas na Venezuela e Argentina.

“Isso pode ajudar a explicar por que o ritmo e as características da adoção variam tanto pela América Latina.”

As stablecoins foram destaque no relatório. No México, suas entradas cresceram mais de oito vezes em relação a 2021. Já a economia de stablecoins no Brasil cresceu 495%.

“O Brasil também se destaca pela forma como as pessoas mantêm stablecoins. Desde julho de 2024, o número de carteiras brasileiras com pelo menos US$ 10 mil em stablecoins aumentou 347%, muito acima do México, com 91%, da Argentina, com 82%, e do Chile, com 47%. A diferença se tornou especialmente acentuada a partir de meados de 2025, sugerindo que o Brasil está formando um grupo cada vez maior de detentores de stablecoins de maior valor, ao mesmo tempo em que a atividade de transações cresce rapidamente.”

Finalizando, a Chainalysis também explica em detalhes a adoção cripto na Venezuela, devido a questões políticas, e sobre como a geografia do México, que faz fronteira com os EUA, está acelerando a adoção de stablecoins no país.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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