A corretora Brasil Bitcoin Serviços Digitais Ltda. (Brasil Bitcoin) enfrenta um forte conflito entre os seus donos de acordo com documentos na junta comercial de São Paulo e analisados pela reportagem do Livecoins nesta quarta-feira (7).
Desta forma, o mercado toma conhecimento sobre a possível exclusão de um membro da cúpula da corretora de criptomoedas. A plataforma figura na quarta posição em volume de negociações nas últimas 24hr segundo a ferramenta Mercado Cripto mantida por este portal.

O embate expõe um racha na administração do negócio com acusações cruzadas de quebras de contrato societário e os controladores agendaram uma reunião com urgência para debater a saída obrigatória do sócio.
Exclusão de sócio da Brasil Bitcoin envolve acusações sobre travas no crescimento da empresa
Erick Carlos Castilho Crus detém uma participação de 40% do capital social da prestadora de serviços de ativos virtuais brasileira. Assim, os sócios-administradores Jorge de Almeida Alves e Marco Vinicius Castellari propuseram a retirada compulsória deste parceiro por supostas falhas de conduta.

Alves e Castellari justificaram o pedido com base em supostas ameaças ao desenvolvimento contínuo dos negócios da Brasil Bitcoin. O documento aponta uma desarmonia entre os cotistas com efeitos negativos para a sobrevivência da plataforma no ecossistema de criptoativos.
Além disso, o edital cita a prática de atos prejudiciais à condução da rotina corporativa por parte do sócio minoritário. O estatuto da sociedade e o art. 1.085 do Código Civil autorizam o desligamento compulsório sob a garantia do direito de ampla defesa, conforme apresentado por eles.

Sócio acusado também pede exclusão dos outros dois dos quadros da corretora
Por outro lado, Crus formulou propostas severas contra a atual estrutura de comando do grupo da Brasil Bitcoin. O parceiro solicitou a destituição de Alves e Castellari de seus respectivos cargos de administração em pautas de votações separadas.
O requerimento do empresário inclui a contratação de uma apuração externa para avaliar as contas e repasses da companhia. Essa averiguação independente exige a preservação integral de todos os registros da companhia para futuras análises por profissionais externos.
As propostas evidenciam a quebra de confiança entre as partes na gestão dos ativos guardados na plataforma comercial. O mercado de criptomoedas brasileiro agora acompanha o desenrolar das tensões na cúpula da plataforma.

Reunião sem quórum obriga corretora a publicar edital de segunda chamada
O primeiro encontro oficial para decidir o conflito deveria ocorrer no período da manhã desta quarta-feira (7). A falta do quórum mínimo exigido pela legislação inviabilizou a votação das pautas por culpa da ausência confirmada de Crus.
A organização emitiu um novo chamado para a próxima segunda-feira (12) em formato híbrido para assegurar a execução do processo. Os donos poderão participar do encontro presencial na sede do escritório de advocacia Mattos Filho na capital paulista.
A opção virtual ocorrerá por aplicativo de videoconferência com envio antecipado de documentos de identificação validados pelos organizadores. A pauta da nova assembleia mantém todos os temas listados para deliberação final dos cotistas presentes na ocasião.
O cronograma do encontro prevê esclarecimentos sobre o impacto técnico da perda de procurações e acessos a contas operacionais. Os participantes votarão a adoção de uma mediação prévia obrigatória para tentar um acordo antes da adoção de medidas judiciais extremas.
A reportagem do Livecoins não conseguiu contato com as partes até o fechamento desta matéria, mas o espaço segue em aberto para manifestações dos sócios envolvidos que queiram se explicar aos clientes sobre a situação.
Vale lembrar que o Brasil enfrenta uma onda de encerramentos de empresas após as recentes Resoluções do Banco Central, e negócios como Bitybank, Coinext, NovaDAX, entre outros, já fecharam as portas. Por fim, não está claro se a tensão dos sócios pode atrapalhar os planos da Brasil Bitcoin na reta final de credenciamento do negócio perante o regulador, visto que o prazo se encerra em 30 de outubro próximo.