CEO da falida Mt. Gox critica executivo da Ledger após falha em comunicação sobre ataque hacker

Mark Karpelès e Pascal Gauthier trocam farpas na rede social X sobre a exposição de carteiras físicas a chips maliciosos

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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O ecossistema cripto registrou um debate público entre figuras conhecidas do setor tecnológico no sábado (17), quando Mark Karpelès, ex-diretor executivo da extinta corretora Mt. Gox, cobrou explicações de Pascal Gauthier, CEO da fabricante de carteiras Ledger.

A discussão aconteceu na rede social de Elon Musk X (ex-Twitter) e girou em torno da resposta corporativa diante de invasões físicas em dispositivos de segurança. Karpelès apontou negligência na divulgação de relatórios direcionados aos usuários sobre os riscos de adulteração em hardware.

A polêmica começou quando o antigo responsável pela corretora japonesa hackeada em 2014 criticou a falta de transparência da marca de carteiras.

CEO da Mt Gox critica Ledger por sua comunicação após implantes em carteiras de criptomoedas que roubaram investidores
CEO da Mt Gox critica Ledger por sua comunicação após implantes em carteiras de criptomoedas que roubaram investidores (Foto/X).

Gauthier rebateu o comentário de forma imediata e pediu cautela nas declarações públicas.

“Você não sabe de tudo… A Ledger faz o máximo para proteger seus clientes. É um trabalho muito, muito difícil. Agradecemos sua ajuda no assunto, mas peço que tente se ater ao que sabe e se abstenha de especulações.” — Pascal Gauthier, CEO da Ledger.

Trocas de acusações expõem gravidade de implantes clandestinos em hardware

A tréplica de Karpelès veio acompanhada de críticas sobre o volume financeiro perdido por investidores durante os episódios de invasão. O ex-executivo argumentou que um aviso mais ostensivo poderia ter evitado prejuízos milionários na custódia de ativos.

O executivo da Mt. Gox mencionou que a fabricante de dispositivos tomou conhecimento de chips avançados de interceptação no início do ano.

Isso porque, um artigo publicado em março de 2026 pela própria academia da Ledger exibia fotos de componentes modificados com antenas de transmissão e soldas artesanais.

Karpelès cobrou uma postura mais enérgica da companhia de segurança diante de ameaças em larga escala. Para o veterano, a presença de circuitos clandestinos fabricados com alto orçamento exigia um alerta em alto e bom som para toda a comunidade global.

“Como uma empresa de segurança, não tenho dúvidas de que todos na Ledger entendem o que isso significa: alguém está falando sério sobre atacar o produto. Isso é um incêndio de cinco alarmes e, sem uma resposta imediata e apropriada, pode se transformar em algo realmente ruim.” — Mark Karpelès, ex-CEO da Mt. Gox.

Histórico de ataque hacker na MT Gox entra na discussão pública

A resposta do comando da Ledger elevou o tom da troca de mensagens ao resgatar o passado conturbado do crítico no mercado de ativos digitais. Gauthier ironizou a tentativa de atuação moral por parte do ex-empresário.

“Vindo do CEO da Mt. Gox… Qual é, cara. Você não é nenhum cavaleiro branco. Acorde para a realidade…” — Pascal Gauthier, CEO da Ledger.

Apesar da alusão direta ao histórico da antiga corretora, Karpelès manteve o foco na cobrança por responsabilidade corporativa. O veterano argumentou que esperava um padrão superior de governança e transparência de uma marca líder de mercado.

O debate público evidenciou o descontentamento de especialistas com o termo utilizado pela fabricante para classificar as ocorrências.

Usuários e analistas continuam cobrando clareza operacional enquanto a empresa tenta conter os danos reputacionais gerados pela descoberta dos componentes adulterados.

Neste domingo (18), Karpelès disse estar criando um dispositivo para encontrar dispositivos espiões em carteiras Ledger, com baixo custo. De acordo com o ex-MT. Gox, o seu projeto será aberto para interessados em breve.

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