Brasil aparece entre os países mais violentos para investidores de criptomoedas após atualização de lista

Brasil aparece com 35 ataques físicos contra investidores de criptomoedas, ficando atrás somente de França, EUA e Taiwan

Henrique HK
Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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Resumo
  • A atualização da lista de Jameson Lopp elevou para mais de 700 os ataques físicos conhecidos contra investidores de criptomoedas, após uma busca com agentes de IA.
  • O Brasil passou de 12 para 35 casos e ocupa o quarto lugar mundial, atrás de França (85), Estados Unidos (77) e Taiwan (51).
  • - O país registrou três ataques em 2026. Os anos mais violentos foram 2025, com oito casos, e 2021, com sete. A lista reúne apenas ocorrências públicas.

O desenvolvedor Jameson Lopp atualizou nesta quinta-feira (16) a sua famosa lista de ataques físicos, popularmente chamados de ataques de chave inglesa, contra investidores de criptomoedas.

O trabalho contou com a participação do usuário ‘Pizza Bitcoiner’, que utilizou ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para buscar casos que haviam ficado de fora de contribuições anteriores.

No total, o número de casos supera a marca de 700 ocorrências registradas. No Brasil, a contagem sobe para 35, deixando o país entre os mais violentos do mundo para investidores de criptomoedas.

França e EUA continuam na liderança, seguidos por Taiwan e Brasil

Em suma, a lista criada por Jameson Lopp busca reunir casos públicos de ataques físicos contra investidores de criptomoedas para, dentre outros pontos, lembrar que a segurança física é tão importante quanto a digital.

O próprio desenvolvedor aparece entre as vítimas por sofrer uma tentativa de extorsão e ter sua casa invadida pela polícia em 2017 após uma falsa denúncia.

Em nota publicada nesta sexta-feira (17), Lopp afirma que o número de casos dobrou após uma IA fazer uma busca por casos que ainda não haviam sido incluídos na lista.

“Boa notícia: o arquivo Bitcoin Wrench Attack ficou muito mais preciso. Má notícia: acabamos de dobrar o número total de ataques conhecidos, que agora ultrapassa 700. Parabéns ao @pizza_bitcoiner por encontrar centenas de novos relatos de ataques por meio de pesquisas com agentes de IA.”

Dentre os destaques está a adição de 23 casos que aconteceram no Brasil. Anteriormente, a lista registrava somente 12 ocorrências, mas agora ela conta com 35 ataques.

Isso deixa o Brasil como o 4º país mais violento do mundo para investidores de criptomoedas. Na sua frente estão somente França (85), EUA (77) e Taiwan (51).

Brasil aparece entre um dos países mais violentos do mundo para investidores de criptomoedas. Fonte: Jameson Lopp/Reprodução.

Enquanto São Paulo aparece com seis incidentes, Rio de Janeiro aparece com outros quatro e Santa Catarina e Goiás com dois cada. Outros estados brasileiros citados, com uma ocorrência cada, são Ceará, Paraíba, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Embora incompleto, o mapa mostra número de ocorrências por cada estado brasileiro. Fonte: Jameson Lopp/Reprodução.

Relembre ataques que aconteceram no Brasil

No Brasil, o caso mais recente aconteceu em Ribeirão Preto, São Paulo. Em julho, câmeras de segurança mostraram falsos policiais sequestrando um influenciador, roubando cerca de R$ 750 mil em criptomoedas.

Um mês antes desse ocorrido, outro influenciador foi sequestrado em Vitória, capital do Espírito Santo. Embora tenham conseguido fugir, os criminosos conseguiram realizar uma transação de R$ 15.000 em cripto.

Os anos mais violentos foram de 2025 e 2021, com 8 e 7 casos, respectivamente. Em ambos, o Bitcoin registrou uma máxima histórica de preço, motivo que pode ter feito as vítimas ostentarem seus lucros, atraindo a atenção dos criminosos.

AnoNúmero de casos no Brasil
20171
20191
20204
20217
20226
20232
20243
20258
20263

Até o momento, três casos foram registrados no Brasil em 2026. No entanto, esses são incidentes públicos, o que significa que outros, incluindo tanto aqueles nos quais a vítima não registrou ocorrência quanto em segredo de justiça, ficam fora da lista, que pode ser encontrada no GitHub.

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