Senado coloca pacote de projetos sobre Pix, criptomoedas e fintechs na pauta de 2027

Texto já aprovado pelos deputados exige segregação patrimonial e contas individualizadas para clientes de plataformas digitais

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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O Senado Federal analisa um conjunto de propostas legislativas voltadas para a segurança de operações financeiras virtuais, investimentos em criptomoedas e pagamentos via Pix. Entre os textos em destaque na casa revisora estão medidas que impõem novas obrigações para corretoras de ativos digitais, criam regras para fintechs e combatem fraudes monetárias.

No centro das discussões sobre o mercado cripto aparece o Projeto de Lei 4.932/2023, que altera o marco legal do setor no Brasil para ampliar a proteção dos investidores.

A matéria encontra-se pronta para entrar na pauta de votações da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Dentro do colegiado econômico, a relatoria da proposta está sob a responsabilidade do senador Irajá, que não foi reeleito e deve passar a pauta a outro parlamentar no próximo ano.

O texto legislativo também recebeu uma emenda apresentada pelo senador Jorge Seif e chegou a figurar na pauta de reuniões anteriores, mas acabou retirado antes da deliberação dos parlamentares.

Texto aprovado na Câmara exige segregação patrimonial em corretoras

Antes do envio aos senadores, a proposta teve origem nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as Pirâmides Financeiras na Câmara dos Deputados. O projeto estabelece requisitos para a autorização de funcionamento das prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAVs) no país.

Pela redação do documento, a transferência de recursos entre clientes e corretoras deve ocorrer por meio de contas de depósito ou de pagamento individualizadas.

O texto também trata da segregação patrimonial para separar o caixa das empresas dos valores pertencentes aos usuários.

Outro ponto da proposta proíbe a oferta ou a negociação de contratos derivativos por plataformas de criptoativos sem a autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Na passagem pela Câmara, a matéria teve regime de urgência aprovado e passou por audiências públicas na Comissão de Finanças e Tributação sob condução dos deputados Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ).

Pacote legislativo inclui blindagem do Pix e combate a golpes

Após a aprovação do texto substitutivo elaborado pelo relator Aureo Ribeiro no plenário da Câmara, o projeto seguiu para a revisão do Senado. Inicialmente despachada para a Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD) e para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposta teve o roteiro alterado pela presidência da casa para análise direta na CAE.

Além da regulação das corretoras de criptomoedas, a pauta de segurança financeira digital dos senadores destaca a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que inclui o Pix no texto constitucional e está pronta para votação em plenário.

Os parlamentares avaliam ainda o Projeto de Lei 3.572, focado em regras para fintechs, e o Projeto de Lei 2.006, criado para barrar contas bancárias utilizadas na movimentação de dinheiro oriundo de golpes e outros crimes.

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