Equipe econômica estaria sinalizando uma PEC de revisão dos gastos obrigatórios.
A informação é da Lev DTVM. Desde cedo circulam relatos de que a equipe econômica prepara uma Proposta de Emenda à Constituição pra reforçar o ajuste fiscal no quarto mandato. Ainda não há anúncio oficial nem texto da proposta.
O que a PEC teria, segundo os relatos
Permitir bloqueios maiores no Orçamento, aumentando a parte das despesas que pode ser contingenciada, pra perseguir o centro da meta fiscal e não só o limite de tolerância.
Criar gatilhos que limitem o avanço das despesas obrigatórias, que hoje crescem acima do arcabouço e espremem os gastos livres.
Uma reportagem compartilhada no X fala em pelo menos três frentes: redução de incentivos fiscais, racionalização de benefícios sociais e uma mexida “por dentro” dos pisos constitucionais de saúde e educação.
Há relatos de que Durigan, da equipe econômica, também discute uma reforma administrativa.
De onde vem o sinal
Segundo o Estadão, um documento do governo diz que “a distância entre a linha de base e o espaço disponível aponta a necessidade de revisão de gastos, por meio da reavaliação de programas e da repriorização alocativa”. Isso indica que cortes e revisões já estavam no plano.
Por que importa pro mercado
O tombo da Bolsa e a alta do dólar refletem medo de piora fiscal. Por isso, qualquer sinal de controle de gastos ajuda a acalmar os preços, e a recuperação parcial do fim da manhã coincidiu com essas notícias e com a recompra de títulos do Tesouro.
A economista Zeina Latif diz que o próximo passo esperado pelo mercado é a troca da equipe econômica por nomes mais independentes do PT.
O dólar recuou da máxima de R$ 5,60 e opera perto de R$ 5,46, alta de 9,3%.
Dados do mercado confirmam a mesma direção, com Ibovespa caindo 15% e dólar subindo quase 9%.
O Ibovespa está em recuperação parcial.
Às 11h30 ele estava em 169.957 pontos (-17,13%) e às 12h já marcava 172.669 pontos (-15,81%), mas ainda perde cerca de 32 mil pontos no dia.
Tesouro faz leilão de recompra de R$ 15 bi para conter volatilidade
O Tesouro Nacional realiza nesta segunda-feira (26) um leilão extraordinário de recompra de até 15 milhões de títulos prefixados NTN-F, com vencimentos em 2031, 2033 e 2037. A operação ocorre no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e visa conter a volatilidade e garantir liquidez ao mercado de juros futuros.
O teto nominal da operação é de R$ 15 bilhões (R$ 1.000 por papel), mas o custo real deve ser menor, já que os títulos negociam com deságio porque o cupom de 10% ao ano está abaixo das taxas atuais exigidas pelo mercado. A disputa é restrita a instituições financeiras credenciadas.
Bancos estão desabando: Banco do Brasil (BBAS3) -31,35% e o BTG Pactual (BPAC11), -37,36%.
Os bancos lideram o tombo da Bolsa brasileira no primeiro pregão depois da reeleição de Lula. Por volta das 10h54 (horário de Brasília) o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 31,35% e o BTG Pactual (BPAC11) 37,36%. A ação da própria B3 (B3SA3) chegou a cair 47,91% às 11h, cotada a R$ 12,32.
Os grandes bancos privados também sofrem. O Bradesco (BBDC4) caiu cerca de 23% e o Itaú (ITUB4) cerca de 15% na B3. Antes da abertura, os ADRs dos dois em Nova York já caíam por volta de 26% (Itaú) e 29% (Bradesco).

JP Morgan rebaixa recomendação do real e de títulos após vitória de Lula
O JP Morgan rebaixou a recomendação do real e dos títulos públicos brasileiros de “overweight” para “marketweight” após a vitória de Lula nas eleições.
Segundo o banco, o resultado inesperado deve provocar uma reavaliação significativa dos ativos financeiros, já que o mercado havia precificado outro cenário.
Os analistas alertam para possíveis quedas nas ações de setores ligados à economia doméstica, enquanto empresas exportadoras podem se beneficiar da desvalorização do real. O banco também prevê a possibilidade de novos circuit breakers na Bolsa e destaca como pontos de atenção a reação da oposição, a composição do novo governo e os impactos sobre a política econômica.
A bolsa brasileira abriu o pregão desta segunda-feira (26) em queda de 16% no Índice Ibovespa, levando a B3 a acionar o mecanismo de pausa das negociações chamado circuit break.
De acordo com a B3, a última vez que o mecanismo entrou em ação foi durante a pandemia da covid-19 em 2020. Em toda história isso aconteceu 23 vezes desde sua criação em 1997, ou seja, só ocorre em momentos de queda brusca do mercado brasileiro de ações.

A queda de 16% levou o índice para a região dos 170 mil pontos base, mudando o cenário da última sexta-feira (23), quando a bolsa fechou acima de 200 mil pontos.

A pausa foi retomada após às 10h35 para os ativos congelados, todos eles referenciados em Ibovespa, inclusive BDRs, ETFs e outros ativos financeiros.
O “balde de água fria” do mercado brasileiro ocorre após a quarta vitória de Lula nas eleições presidenciais no Brasil, enquanto no primeiro turno Flávio Bolsonaro saiu vitorioso e havia impulsionado as cotações.
Internautas brincam com queda no Ibovespa: “não é uma memecoin”
Nas redes sociais, os investidores que acompanham o mercado de criptomoedas brincaram com o acionamento do circuit break. O perfil oficial da corretora OKX e do influencer Vinicius Bazan foi um que lembrou que grandes quedas não acontecem só no mercado cripto.
Outro que brincou com a situação foi o Economista Sincero, Charles Mendlowicz, que é um dos influencers de finanças e criptomoedas mais conhecidos do Brasil. Após a B3 acionar a pausa das negociações, ele publicou o meme com o ator James Franco do filme A Balada de Buster Scruggs, onde ele mostra calma em uma situação de pânico: “primeira vez aqui”.
E aí, primeiro circuit breaker? https://t.co/ORO3XRDvqm
— Economista Sincero (@mendlowicz) October 26, 2026
Vale lembrar que no mercado de criptomoedas não existe nenhum mecanismo similar ao circuit break que pausa as negociações por 30 minutos ou qualquer outro tempo.