A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, moveu bilhões para suas carteiras para cobrir o rombo deixado pelo roubo sofrido na última quinta-feira (29). Somado a isso, a empresa também publicou uma prova de reserva mostrando que os principais ativos de seus usuários já estão com 100% do lastro.
Yi He, co-fundadora da Binance, destaca algumas criptomoedas menores que ainda não atingiram essa marca, mas que eles estão trabalhando para comprá-las em outros mercados e operações de balcão (OTC).
No momento desta redação, o Bitcoin é negociado na faixa dos US$ 77.500, em alta de 0,5% nas últimas 24 horas. Outras criptomoedas acompanham essa retomada, incluindo o BNB, que sobe 0,8% no mesmo período.
Binance publica nova prova de reservas para tranquilizar usuários
Embora a soma de US$ 6,3 bilhões roubada da Binance seja gigantesteca, a corretora está trabalhando rapidamente para repor as criptomoedas perdidas.
Em nota publicada neste sábado (31), Yi He afirma que sua corretora destinou US$ 6,34 bilhões de seus próprios recursos para o chamado Fundo de Usuário.
“No fundo atual, BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC já atingiram 100% de cobertura por reservas. Continuaremos comprando outros ativos de altcoins que ainda não atingiram 100% de cobertura, tanto por meio do mercado quanto de operações de balcão (OTC), até que a proporção de reservas de todos os tokens alcance 100%.”
Binance has allocated US$6.34 billion of its own corporate funds to the User Fund. In the current User Fund, BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD, and ZEC have all achieved 100% full reserve backing. We will continue to purchase other altcoin assets that are not yet… https://t.co/ASLrh4B65b
— Yi He (@heyibinance) October 31, 2026
Na prova de reservas é possível confirmar que as principais criptomoedas já estão com pelo menos 100% do lastro.

Voltando a He, a executiva explica que a geração das provas de conhecimento zero (ZK-Proofs) exige um grande poder computacional e esse processo pode levar aproximadamente 40 a 50 horas. Tal mecanismo permite que cada usuário verifique se seus saldos fazem parte do cálculo.
Binance absorverá o impacto financeiro dos fundos roubados, reafirma corretora
Na nota completa, publicada pelo perfil da Binance, a corretora explica que a aquisição de criptomoedas menores pode levar mais tempo, já que eles possuem uma liquidez menor.
No entanto, a empresa reafirma que os usuários não serão afetados pelo roubo.
“A Binance absorverá o impacto financeiro desses fundos roubados, não nossos usuários.”
Seguindo, a Binance explica o que é o fundo SAFU, notando que ele foi criado em 2018 como uma medida de segurança para situações extremas como este incidente. Em outro tuíte, a equipe também compartilhou informações de uma transação de 7.499 bitcoins (US$ 580 milhões) deste fundo para suas carteiras, o que pode ser verificado em exploradores de blocos por qualquer pessoa.
“Estamos utilizando parte dos recursos do fundo SAFU para adquirir os 10% restantes dos ativos ainda pendentes, a fim de alcançar 100% de cobertura para todos os tokens.”
Conforme o saldo do fundo SAFU está com 7.500 bitcoins após essa transferência, a corretora aponta que fará novas compras para que ele volte a ter aproximadamente US$ 1 bilhão.
Corretora afirma que retomará saques neste domingo
Ao contrário da Bybit, que manteve saques abertos após perder US$ 1,4 bilhão, a Binance optou por travar saques até recompor as suas reservas e realizar análises adicionais de segurança em sua plataforma.

No tuíte acima, a empresa explica que seu objetivo é retomar os saques já neste domingo (1º).
“Nosso próximo objetivo é retomar os serviços de saque para os usuários. Seguimos dentro do prazo anteriormente informado para reabrir os saques, no domingo, 1º de novembro de 2026, e forneceremos novas informações assim que os detalhes forem confirmados.”
Embora nenhum incidente de segurança seja bom para a indústria, a postura e agilidade da Binance mostram a maturidade do mercado, motivo que ajudou os preços a se manterem relativamente estáveis.