O programa Fantástico exibiu no domingo (6) trechos de depoimentos para autoridades de Mirelis Zerpa e Glaidson Acácio dos Santos, o faraó dos bitcoins.
Chama atenção na fala de Santos a informação de que ele possui uma carteira de criptomoedas com saldo suficiente para liquidar todas as dívidas da empresa com os seus credores.
“Eu não sei a senha de cabeça, mas a fortuna está lá em uma cold wallet“, disse o faraó em depoimento no ano de 2025, com imagens vazadas pelo jornal.
Preso desde 2021, ele já havia declarado possuir uma carteira com milhões em criptomoedas, que seria a sua aposentadoria.
Não está claro, assim, se ele tem outra carteira com recursos para uma possível devolução a clientes, ou se tem apenas uma com todo o valor reunido.
Questionado, Glaidson não divulgou qual o valor depositado na carteira, justificando que a informação pode colocar sua segurança física em perigo.
Mais magro, a aparição pública de seus depoimentos levou internautas a brincarem se ele tem tomado remédios como canetas emagrecedoras na prisão federal onde ele permanece sob custódia.
77 mil credores aguardam devolução de valores pelo Faraó dos bitcoins
Quando a GAS Consultoria foi alvo da Polícia Federal que deflagrou a Operação Kryptos em 2021, sua empresa suspendeu o pagamento aos clientes, parceiros e outros credores.
Assim, na lista de falência da empresa aguardam a devolução de valores cerca de 77 mil credores, registrados perante a justiça.
A defesa de Glaidson e Mirelis apresentaram ao Fantástico que a lista contém erros e, por isso, eles contestam o valor que deve um dia vir a público para devolução.
Glaidson e esposa se defendem contra acusações
A venezuelana que também segue presa no Brasil enviou nota para a reportagem indicando que não participava da gestão da GAS, atuando apenas como trader da empresa. Além disso, ela coloca toda a responsabilidade do colapso nas costas do marido preso há cinco anos.
Já a defesa de Glaidson nega que ele tenha culpa, sendo inocente das acusações, inclusive que envolvem tentativa e um outro homicidio confirmado.
Com a suspeita de ter movimentado R$ 38 bilhões, a GAS segue como uma das maiores pirâmides financeiras que entrou em colapso no Brasil e que arrasou finanças familiares, inclusive em Cabo Frio (RJ), cidade que mantinha sua sede.
Veja a reportagem completa no Globoplay.
