
Operação Atlântico deflagrada em conjunto pelos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá contra fraudes envolvendo criptomoedas (Foto/Divulgação)
Forças de segurança dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá divulgaram a união de esforços nesta quinta-feira (9), após agentes estatais deflagrarem a Operação Atlantic para combater fraudes massivas com criptomoedas. Trabalhos conjuntos identificaram o desvio de US$ 45 milhões em fundos de indivíduos produtivos de diversas partes do globo.
Mirando hackers, autoridades conseguiram congelar US$ 12 milhões subtraídos das contas de investidores. Desta forma, o grupo de trabalho busca devolver os valores para as vítimas desses ataques cibernéticos.
Além disso, os policiais rastrearam um montante extra de US$ 33 milhões em contas obscuras. Esse volume de capital possui ligações diretas com falsas promessas de retornos financeiros irreais. Novas incursões devem ocorrer para sufocar as finanças dessa rede criminosa de abrangência transnacional.
Golpistas utilizam táticas de engenharia social para usurpar o direito inviolável de propriedade. Eles disparam alertas falsos sobre supostos ganhos fáceis atrelados às criptomoedas e as vítimas clicam nos anúncios falsos e entregam o controle de suas carteiras para os criminosos.
Criminosos se valem do método de aprovação fraudulenta para esvaziar os fundos de terceiros. Enganos visuais levam o usuário a assinar permissões amplas e irrestritas para contratos maliciosos. Sendo assim, o dinheiro sai da posse do indivíduo e entra nos cofres dos fraudadores sem resistência.
Vale lembrar que uma carteira com criptomoedas mantém ao seu dono a posse sobre o saldo. Contudo, essa liberdade inegociável exige uma vigilância extrema contra os predadores do mercado. Recuperar fundos transferidos por livre e espontânea vontade configura um desafio técnico de proporções gigantescas para qualquer governo, visto que transações confirmadas em blockchain não permitem estorno.
Investigadores mapearam mais de vinte mil endereços de carteiras ligadas aos esquemas de desvio financeiro. Essas contas abrigam moedas roubadas de cidadãos de trinta nações ao redor do mundo. Com isso, policiais contataram três mil vítimas para alertar sobre a invasão silenciosa de suas reservas.
Brent Daniels atua como diretor do Serviço Secreto dos Estados Unidos e destacou a cooperação mútua entre as nações. “A Operação Atlantic demonstrou a importância e a necessidade da colaboração internacional para combater a fraude com criptomoedas”, disse Daniels. “Por meio desta operação, os investigadores evitaram perdas de milhões de dólares em fraudes e interromperam milhões em transações fraudulentas, impedindo que criminosos se aproveitassem de vítimas inocentes. Estou extremamente orgulhoso do trabalho árduo de todos os envolvidos nesta operação.”
Operadores da lei tiraram do ar mais de cento e vinte domínios na infraestrutura da web. Sites criados por fraudadores serviam como armadilhas para capturar investidores desatentos e o capital originado de seu suor. Destruição dessa base de dados afeta em cheio a capacidade de alcance dos saqueadores modernos.
Agência Nacional de Crimes do Reino Unido (NCA) também mobilizou grandes recursos de inteligência. Miles Bonfield exerce cargo de direção na autarquia europeia e reforçou o compromisso com o trabalho em conjunto.
Polícia Provincial de Ontário (OPP) e Comissão de Valores Mobiliários de Ontário (OSC) comandaram as incursões canadenses. Bonnie Lysyk e Jennifer Spurrell celebraram os bloqueios de contas usadas para lesar o cidadão poupador. Ambas reiteraram a perseguição implacável contra todos os agentes causadores de danos contra a propriedade privada.