Alerta vermelho: Comunidade de criptomoedas se une para barrar plano de Biden que pode destruir mercado

Líderes da indústria determinaram que as emendas são desastrosas.

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Líderes e membros do mercado de criptomoedas estão tentando mudar a cláusula do Plano de Infraestrutura dos EUA que pretende arrecadar bilhões com a taxação das criptomoedas.

Durante o mês passado foi revelado que o novo plano de infraestrutura elaborado de forma bipartidária tem como objetivo arrecadar US$ 28 bilhões com a taxação do criptomercado. No entanto, para muitos essa taxação pode ser um empecilho para o crescimento de todo o setor.

Parte da polêmica sobre a nova proposta é a nova emenda que usou termos muito vagos como “Broker” (intermediário) que pode significar qualquer parte, desde desenvolvedores de carteira, mineradores, vendedores P2P e todos os outros tipos de pessoas ligadas ao setor.

Com isso, há a preocupação de taxação indevida e exagerada de partes da indústria que podem prejudicar o crescimento dela como um todo.

Líderes da indústria determinaram que as emendas são desastrosas. Por exemplo, Jerry Brito, diretor executivo do CoinCenter, disse que a emenda é ridícula e desastrosa com a atual linguagem do projeto acrescentando desenvolvedores de código aberto, plataformas de DeFi, validadores e stakers como “Brokers”.

Isso não apenas atrapalha os envolvidos no setor, mas torna a taxação impossível de ser aplicada.

“A Emenda Não faz nada para os desenvolvedores de software. É ridícula!”

Sam Bankman-Fried, CEO da exchange de derivativos FTX, falou sobre como os termos amplos e a inclusão de diferentes partes do setor tornam impossível que a lei seja cumprida, mesmo que a entidade quisesse fazer parte do compliance.

“Para ser claro, não é que eles não querem fazer o relatório fiscal das pessoas. -Eles não podem-, porque eles não têm nenhuma das informações privadas de seus clientes.

Tudo o que eles estão fazendo é providenciar as ferramentas ou propagar a blockchain. Eles não sabem quem estão usando as DEXes (exchange decentralizada).”

Sam disse que acredita que o documento original era conciso e até que fazia sentido, mas a nova emenda acabou deixando tudo mais complicado com a inclusão desses novos setores e também com a desnecessária isenção dos mineradores PoW, mas não dos PoS, como se houvesse distinção na capacidade de relatar transações entre os dois tipos de estrutura.

“A exceção do PoW cria a implicação de que o PoS -entraria- nos requerimentos. Isso não é sobre os mineradores de PoS serem preguiçosos ou odiarem taxas.

Eles propagam ledgers gerais, descentralizadas e públicas. Eles não sabem quais negociações as pessoas fazem.”

A questão é que, no fim das contas, a atual emenda proposta para o documento torna parte dos esforços de taxação inúteis e podem complicar diferentes entidades no futuros que serão -incapazes- de estar de acordo com as novas normas.

Charles Hoskinson, o fundador da Cardano, também pediu para que os seus seguidores e para os fãs da blockchain e do criptomercado que se unam para pressionar os senadores contra essa nova emenda.

Curiosamente, um dos que apoiaram o movimento contra essa nova emenda foi Seán Ono Lennon, filho do lendário cantor e compositor John Lennon, ex-Beatles.

Seán, que também é cantor e compositor e grande fã do Bitcoin, disse que acredita que o criptomercado ameaça o sistema econômico tradicional e por isso não é surpresa que a Casa Branca apoia uma lei que prejudicaria o progresso do setor.

“O Criptomercado ameaça os pilares da hegemonia economia e estatal, devolvendo o poder ao povo. Com isso, não é surpresa que a Casa Branca apoia uma lei que pode prejudicar o progresso dessa indústria em ordem de agradar os líderes.”

Mas nem tudo é desespero! Uma segunda emenda, proposta pelo democrata Ron Wyden e pelos republicados Cynthia Lummis e Pat Toomey esclarece melhor a posição de diferentes membros do setor, isentando mineradores e desenvolvedores de serem considerados intermediários.

Sendo assim, os operadores de nós, mineradores e desenvolvedores não precisariam fazer relatórios de transações, retirando parte da confusão em relação ao plano de infraestrutura.

O que sabemos é que, de um jeito ou de outro, esse plano vai ser passado pelo senado e que teremos uma taxação considerável do criptomercado nos EUA. Mas é preciso torcer para que no fim das contas seja com o texto mais conciso, descomplicado e menos prejudicial possível.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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