Senado dos EUA quer arrecadar US$ 28 bilhões em impostos de criptomoedas

O plano é uma boa ideia para quem precisa das melhorias estruturais, mas a custo de aumentar o peso da taxação em cima do criptomercado, o que, claro, não agrada nem um pouco os fãs do setor. Afinal, o criptomercado nasceu da vontade de se livrar do governo e se livrar das taxas do sistema tradicional.

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Com o crescimento constante do mercado de criptomoedas, há também o aumento do interesse do governo em conseguir taxar o setor e ter uma arrecadação da indústria. Na mais nova versão do Plano de Infraestrutura, um projeto bipartidário, membros do senado elaboraram novas provisões com o objetivo de criar novas ferramentas para a fiscalização e taxação de criptomoedas, aumentando a arrecadação do governo em ‘alguns’ bilhões de dólares.

Como mostrado pela Bloomberg, a nova versão do documento publicada nesta quinta-feira (29), aponta que o governo pretende um aumento de arrecadação de US$ 28 bilhões ao taxar o criptomercado com as novas regras e normas.

Esses fundos representariam cerca de 5% do projeto de US$ 550 bilhões de investimento em infraestrutura de transporte e eletricidade do país.

Entre as muitas propostas do novo projeto temos um maior controle nos relatórios de transações feitas por brokers, além de obrigar negócios a fazerem relatórios de todas as transferências de ativos digitais acima de US$ 10 mil para a IRS, a Receita Federal dos EUA.

“As provisões incluem atualizar a definição de um broker para refletir as realidades de como os ativos digitais são adquiridos e negociados. As provisões também deixam claro que relatório de broker-para-broker se aplicam para todas as transferências de ativos cobertos dentro da seção 6045(g)(3), incluindo os ativos digitais.” 

Saindo das criptomoedas, o novo plano de infraestrutura do governo federal é um dos maiores de investimento em transporte público da história do país, desde sistemas de segurança, pontes e estradas, além de também investir na infraestrutura de tratamento de água, além de um investimento de dezenas de bilhões na estrutura de telecomunicações, com internet de alta velocidade para boa parte do país.

O  documento aponta que o acordo bipartidário trará um crescimento econômico, vai aumentar a competitividade, criar empregos e contribuir com a sustentabilidade e resiliência da economia.

O plano é uma boa ideia para quem precisa das melhorias estruturais, mas a custo de aumentar o peso da taxação em cima do criptomercado, o que, claro, não agrada nem um pouco os fãs do setor. Afinal, o criptomercado nasceu da vontade de se livrar do governo e se livrar das taxas do sistema tradicional.

Não é de agora que a preocupação do Senado na regulamentação do criptomercado é uma novidade. Recentemente uma das maiores defensoras desse controle, Elizabeth Warren, falou sobre como a indústria precisa de regulamentação para proteger os investidores e melhorar como essa indústria ajuda na sociedade.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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