Almirante americano confirma que EUA estão rodando nó de Bitcoin

“Atualmente, não estamos minerando Bitcoin, estamos usando para monitoramento e estamos fazendo vários testes operacionais para proteger e defender redes usando o protocolo Bitcoin”, disse o almirante americano

Samuel Paparo, almirante americano, afirmou nesta quarta-feira (22) que o exército americano está rodando um nó de Bitcoin para fins de monitoramento e outros testes.

A audiência no Congresso dos EUA focou na situação militar americana no Indo-Pacífico, avaliando as posições da China, Rússia e Coreia do Norte.

Quanto ao Bitcoin, o assunto veio à tona após o senador Tommy Tuberville mencionar que o Partido Comunista Chinês publicou estudos sobre o Bitcoin como um ativo estratégico.

“Senador, nossa pesquisa sobre Bitcoin é como uma ferramenta de ciência da computação. É a combinação de criptografia, blockchain e prova de trabalho”, comentou Paparo.

“O Bitcoin mostra um potencial enorme como ferramenta de ciência da computação que, através dos protocolos de prova de trabalho, na verdade impõe mais custo do que apenas a segurança algorítmica de redes e nossa capacidade de operação. O Bitcoin é uma realidade. Ele é uma ferramenta valiosa de ciência da computação como projeção de poder.”

Seguindo, o almirante adiciona que a criptomoeda possui aplicações muito importantes para a cibersegurança.

Exército americano está rodando nó de Bitcoin e diz ver a criptomoeda além do uso monetário

Em outra sessão, o almirante Samuel Paparo foi questionado sobre como os EUA poderiam obter uma vantagem estratégica com o Bitcoin, assim como fazem com outros ativos.

Repetindo parte de sua explicação anterior, Paparo adiciona que “esse protocolo veio para ficar”.

“Acho que a ciência da computação por trás disso tem implicações diretas na projeção de poder, não financeira, mas do ponto de vista da ciência da computação, na proteção de redes, então sou favorável a essas aplicações. Todos os instrumentos de poder nacional são importantes, mas do ponto de vista de aplicação militar, meu interesse no Bitcoin é como uma ferramenta de ciência da computação, como projeção de poder.”

Ou seja, o exército americano não estaria tão interessado no valor monetário do Bitcoin, mas sim em toda a tecnologia por trás do projeto, que pode ser aproveitada em suas próprias operações.

Questionado sobre qual será o papel monetário do Bitcoin, o almirante afirma que a criptomoeda hoje é utilizada para proteger propriedade intelectual.

“Vejo implicações diretas para a segurança nacional e também apoio qualquer coisa que mantenha a dominância global do nosso dólar”, explicou Paparo.

Embora as criptomoedas estejam banidas na China, Paparo respondeu mais uma pergunta sobre quanto os EUA estão preparados para uma disputa contra os chineses no meio digital.

“No momento, estamos em fase de experimentação, então vou lhe dar uma visão mais profunda disso. Temos um nó na rede Bitcoin. Atualmente, não estamos minerando Bitcoin, estamos usando para monitoramento e estamos fazendo vários testes operacionais para proteger e defender redes usando o protocolo Bitcoin.”

Nos comentários do tuíte acima, diversas pessoas fizeram menção ao livro Softwar, escrito pelo major americano Jason Lowery, que coloca o Bitcoin justamente como uma tecnologia de segurança, não apenas um ativo monetário.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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