Aplicativo blockchain pretende ajudar vítimas de violência sexual

Empresa pretende acabar com assédio e ajudar vítimas de agressões de cunho sexual!

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Violência Sexual
Violência Sexual

A tecnologia blockchain tem evoluído cada vez mais, chegando ao ponto de ajudar na corrida contra a violência sexual. Um tema cada vez mais em debate, que ainda tem deixado inúmeras mulheres vítimas desse mal.

A data 25 de novembro marca o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. Próximo à data, no último dia 5 de dezembro, o Uber lançou um relatório de que 3 mil casos de violência sexual foram registrados nos EUA. Os abusos foram sofridos por motoristas e passageiras do aplicativo.

Ou seja, a corrida pelo fim da violência sexual já possui apoio das grandes empresas e uma data para lembrar a todos da importância da causa. Com o crescimento do debate, um aplicativo com a tecnologia blockchain quer promover e ajudar ainda mais as mulheres.

Aplicativo utilizará tecnologia blockchain para acabar com patriarcado e violência sexual

O aplicativo Smashboard é uma novidade para aquelas pessoas que lutam contra a cultura do estupro e violência sexual no mundo. Com foco maior no público feminino da Índia, o Smashboard possui o objetivo em criar uma comunidade online, via aplicativo.

Além disso, o aplicativo utiliza a tecnologia blockchain da Ethereum para criptografar as conversas entre os usuários. Dessa forma, o debate na comunidade Smashboard é feito de maneira anônima.

De acordo com Cara Curtis, que realizou um review da tecnologia recentemente, há outra novidade importante. O Smashboard utiliza a tecnologia blockchain para registro de data e hora de alguma violência sexual sofrida por uma usuária. Com isso, abre-se um caminho para ter dados concretos da gravidade e extensão das agressões sexuais sofridas pelas mulheres na Índia.

Neste país, que foi considerado o mais perigoso para as mulheres em 2018, é alto o índice de violência sexual. O Smashboard além de não identificar seus usuários, não utiliza recursos de rastreio de localização, ou seja, protege a liberdade de expressão e ajuda no combate a violência contra mulheres, com privacidade.

O aplicativo ainda não utiliza a criptomoeda Ethereum para transações, uma vez que na Índia é proibido o uso destas moedas. Mesmo assim, a tecnologia blockchain entra no jogo para mudar o rumo da sociedade, prometendo “esmagar o patriarcado“.

Brasil também é um dos países que tem crescido casos de violência

O Brasil é outro país que tem visto crescer as estatísticas relacionadas a estupro e violência sexual. De acordo com um relatório do Globo, em 2018 o país registrou cerca de 180 casos de abusos por dia.

A maior parte dos abusos cometidos foram contra mulheres. Ou seja, os casos envolvendo violência sexual tem crescido no mundo todo, sendo o combate ao mesmo cada vez mais necessário.

No caso do Smashboard, a equipe de desenvolvimento é composta por cidadães indianos, homens e mulheres. A tecnologia blockchain sendo utilizada dentro de um aplicativo como este só mostra um dos potenciais inovadores que essa propicia.

Finalmente, uma mulher que utiliza este aplicativo possui, entre outras soluções, apoio psicológico, jurídico, mapa de locais de abrigo, notícias e análise. O aplicativo, ainda apenas na Índia, está disponível nas lojas do Google Play e Apple Store. Não há uma versão para website do aplicativo.

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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