Após China banir Bitcoin, escritor alerta que EUA podem seguir mesmo caminho

"Comunismo dos Estados Unidos" poderia começar se país seguir os passos da China e banir o Bitcoin.

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Bandeira da China e dos EUA com Bitcoin pegando fogo
Bandeira da China e dos EUA com Bitcoin pegando fogo

O autor do livro “Pai Rico, Pai Pobre“, que recentemente alertou sobre uma crise mundial, dizendo para “comprar Bitcoin e munição“, voltou a se manifestar sobre criptomoedas e política após o banimento do Bitcoin na China e suas possíveis implicações na relação dos EUA com a moeda digital.

Através do Twitter, Robert Kiyosaki disse ser preciso ficar de olho nos Estados Unidos, pois o país pode seguir os passos da China.

Este movimento, segundo o escritor, faria com que o “comunismo americano” fosse inaugurado ao mesmo tempo que a liberdade dos cidadãos acaba.

“A China anunciou, nesta manhã, uma nova repressão as criptomoedas. O que isso significa? Isso significa que a China está prestes a lançar sua criptomoeda, do governo. Se os EUA fizerem o mesmo, a moeda do FED tornará o Bitcoin ilegal, com os EUA se tornando um governo centralizado, como a China, o comunismo americano tem início e nossas liberdades acabam. Tomem cuidado.”

O comentário de Kiyosaki não é alarme falso, pois até mesmo países europeus estão seguindo os passos proibicionistas da China. Um bom exemplo é o discurso da presidente do Banco Central Europeu, que além de dizer que as criptomoedas não são moedas, também afirmou que a criação de CBDCs, moedas digitais do governo, são as únicas moedas para o “santuário” monetário que vivemos.

O discurso da presidente do BCE é bem semelhante às antigas e recentes publicações do Banco Popular da China (PBOC), cujo único objetivo é proteger o valor de suas moedas, na base da força.

No Brasil, este ponto foi explicado pelo deputado federal Gilson Marques ao dizer que “se as moedas de curso forçado oferecidas pelo Estado fossem boas, não seriam de curso forçado e sim de uso voluntário“.

Proibir o Bitcoin é proibir o poder de escolha

Mesmo quem não usa o Bitcoin deve se importar com a sua proibição, afinal o poder de escolha é um direito de todo cidadão. Vale lembrar que a China não apenas baniu o Bitcoin e qualquer atividade relacionada a moeda, como mineração e serviços de gateway, como também não permite que seus cidadãos acessem muitos sites, amplamente conhecidos e utilizados no mundo.

Segundo uma lista presente na Wikipedia, mais de 2.700 sites estão bloqueados na China. Para citar alguns exemplos: todos os sites do Google como o próprio buscador e também o Gmail e o Google Maps, além de redes sociais como Facebook e Twitter.

O mesmo ocorre com os populares sites YouTube e a própria Wikipedia, como relatado por Seán Ono Lennon, filho de John Lennon, ex-integrante da banda Beatles e que era um defensor da liberdade.

“A Wikipedia está banida na China. #Bitcoin”

Em contrapartida, os cidadãos chineses têm soluções alternativas para cada site e aplicativo banido. Em vez do WhatsApp, eles usam o Wechat ou o QQ chat, por exemplo. O grande problema é que todas estas empresas estão nas mãos do governo chinês, precisando seguir os seus mandamentos à risca caso queiram continuar operando no país.

A fala do autor do livro “Pai Rico, Pai Pobre” segue esta visão. Os EUA não têm motivos para banir estas mesmas grandes empresas que a China baniu, afinal elas estão registradas em seu território, gerando receita ao Estado e também respeitando as suas leis.

A provável criação de moedas digitais de governos, as CBDCs, em um futuro próximo pode acabar gerando uma guerra ativa contra o Bitcoin em vários países que, assim como a China tanto na questão monetária quanto no setor de empreendedorismo, tentam tirar a liberdade de escolha de seu povo e sufocar as inovações, com regras rígidas.

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Henrique Kalashnikov
Há mais de 5 anos trabalhando com criptomoedas, hoje escrevo artigos e notícias para o Livecoins.
Bitcoin em alta. Imagem: ShutterStock

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