Ativistas usam NFTs para combater censura na China em meio a protestos

Além de xingamentos a Xi Jinping e ao Partido Comunista, manifestantes também ergueram cartazes, gritando frases como “Não quero teste de Covid, quero liberdade!” e “Não quero ditadura, quero democracia!”

Com políticas de confinamento se intensificando na China, protestos estão tomando conta do país comandado por Xi Jinping. Como forma de combater a censura, ativistas estão usando NFTs e outras tecnologias descentralizadas para serem notados.

Segundo informações de jornais como The Wall Street Journal e CNBC, policiais estão invadindo a privacidade de cidadãos chineses a procura de aplicativos banidos no país.

“Residentes de Xangai começaram a reclamar online que a polícia está pegando seus celulares em centros de transporte público para procurar por aplicativos estrangeiros, como Instagram, Twitter e Telegram”, relata uma repórter da CNBC. “O Telegram é um aplicativo de mensagens encriptadas, frequentemente usado por protestantes e ativistas para comunicação.”

Já a CNN aponta que os protestos se espalharam por todo país no último sábado (26) após um incêndio matar dez pessoas na quinta-feira (24). Ao que tudo indica, tais vidas poderiam ter sido salvas caso os bombeiros não tivessem sido atrasados pelas medidas de seu próprio governo.

Além de xingamentos a Xi Jinping e ao Partido Comunista, manifestantes também ergueram cartazes, gritando frases como “Não quero teste de Covid, quero liberdade!” e “Não quero ditadura, quero democracia!”

NFTs são usados para combater censura

Conforme a polícia está revistando celulares para localizar aplicativos estrangeiros, alguns ativistas estão buscando soluções descentralizadas para mostrar ao mundo a situação da China.

Intitulada Silent Speech (Discurso Silencioso, em português), uma coleção com 135 NFTs listada na OpenSea mostra fotos de protestos, pichações, mascaras amontoadas e até mesmo publicações realizadas em redes sociais.

Coleção de NFTs mostra situação da China enquanto cidadãos lutam contra política de lockdown contra a Covid-19.

Conforme sites como Twitter, Google, Facebook e YouTube são banidos na China, ativistas também estão usando outras soluções descentralizadas, como IPFS, para hospedar imagens, vídeos e textos.

No Matters, site que utiliza tal tecnologia, é possível encontrar diversos destes artigos, mostrando o andamento dos protestos, dia após dia.

Por fim, vale lembrar que a China já está usando sua moeda digital de banco central (CBDC). Portanto, parece apenas questão de tempo até que chineses que buscam liberdade sejam punidos financeiramente.

Ou seja, não levará muito tempo até eles perceberem que também precisam de uma moeda descentralizada como o Bitcoin para seguirem com suas vidas.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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