A bolsa do Brasil B3 traça novos rumos para o setor de criptoativos com foco em escalabilidade no território nacional, e o diretor Felipe Paiva falou sobre as inovações financeiras na quinta-feira (23) durante um painel de discussões do evento Expert XP 2026.
Paiva atua no setor de relacionamento com clientes e pessoas físicas, assim o profissional direciona seus esforços para a consolidação de uma plataforma capaz de tornar os ativos tokenizados escaláveis e seguros para todos.
“A tokenização vai muito além da digitalização de um ativo. Ela abre espaço para novas oportunidades de negócio e para uma experiência melhor para o investidor, mas isso só acontece quando existe uma infraestrutura capaz de conectar ativos, pagamentos e participantes com segurança e confiança. É essa base que permitirá transformar iniciativas pontuais em aplicações reais e escaláveis para o mercado“, afirma Paiva.
Plataformas escaláveis ditam o rumo do mercado de criptoativos no Brasil
As instituições financeiras buscam reduzir problemas operacionais após anos de avaliações intensas no ambiente corporativo.
Desta forma, soluções focadas em interoperabilidade ganharam força para conectar sistemas diversos com total segurança jurídica de ponta a ponta.
A tecnologia blockchain figura como um pilar para a evolução das liquidações financeiras em todo o país. Essa base compartilhada permite a conexão de pagamentos e participantes com governança plena sob o olhar dos reguladores.
O diretor enxerga o fenômeno da tokenização como um processo muito além da mera transformação digital de um contrato de papel.
As inovações abrem portas para experiências inéditas de consumo por parte do investidor de perfil rotineiro nas corretoras.
Estrutura do país favorece inovações com stablecoins na bolsa nacional
O Brasil reúne um ambiente preparado para liderar o avanço desse ecossistema global de ferramentas da área de tecnologia, na visão do executivo.
“O Brasil está muito bem posicionado nessa agenda. Temos uma infraestrutura financeira robusta, Banco Central e CVM alinhados com a evolução desse mercado e um ambiente regulatório que ajuda a dar confiança para que essa transformação aconteça de forma segura. Infraestrutura e regulação caminham juntas para sustentar essa nova fase“, pontuou Paiva na sua apresentação.
A B3 trabalha em iniciativas próprias para facilitar a vida do investidor no contato inicial com esses produtos.
Um dos projetos abordados abrange a stablecoin B3RL para liquidar as negociações em formato tokenizado sem barreiras técnicas complexas.
Tecnologia blockchain deve agir nos bastidores das finanças no futuro
A colaboração entre agências reguladoras e plataformas de tecnologia dita o ritmo de adoção.
O mercado tradicional conviverá de forma direta com as funções avançadas das ferramentas em franca ascensão no exterior.
Além disso, a ampliação de canais de distribuição acontecerá com foco absoluto na proteção do patrimônio das famílias contra falhas de sistema.
“Daqui a cinco anos, provavelmente não estaremos mais falando sobre blockchain ou infraestrutura. As pessoas não compram tecnologia, compram confiança e boas experiências. Ao executar nosso trabalho corretamente, a infraestrutura funcionará de forma tão integrada que o investidor perceberá apenas os benefícios que ela entrega, assim como já é o nosso próprio mercado“, concluiu Paiva.
