Banco Central detalha regras para corretoras de bitcoin em evento da ACAMS Brasil nesta quarta

Debate sobre novas regras do Banco Central para corretoras e Prevenção à Lavagem de Dinheiro, ao Financiamento do Terrorismo e à Proliferação de Armas de Destruição em Massa

Apenas 48 horas após a entrada em vigor do novo marco regulatório para criptomoedas no Brasil, autoridades técnicas do Banco Central (BC) participam de um encontro virtual com o mercado nesta quarta-feira (4).

O webinar, promovido com apoio do Capítulo Brasil da ACAMS (Association of Certified Anti-Money Laundering Specialists), visa esclarecer os pontos críticos sobre o licenciamento de exchanges e as novas exigências de prevenção à lavagem de dinheiro (PLD).

O evento online, intitulado “SPSAVs e Ativos Virtuais”, traz como destaque a presença de Nagel Lisanias Paulino, chefe de subunidade do Departamento de Normas (DENOR) do BC.

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Responsável direto pela regulação das Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), Paulino detalhará o funcionamento prático das Resoluções 519, 520 e 521, além do passo a passo para os processos de autorização que as empresas devem iniciar até outubro.

A agenda técnica também aprofunda o rigor da fiscalização. Gerson Romantini, chefe da Divisão de Supervisão de PLD/FTP do BC, e o auditor Paulo Borba, discutirão as expectativas do regulador quanto à identificação de riscos e reporte de operações suspeitas.

Ou seja, devem comentar sobre os desafios na prevenção à lavagem de dinheiro e riscos de financiamento ao terrorismo e mecanismos de proteção contra Proliferação de Armas de Destruição em Massa.

O debate contará com a mediação e participação de especialistas do setor privado, incluindo Amanda Peçanha (Diretora da ACAMS Brasil), Regina Pedroso (ABToken) e Evandro Caciano (Febraban).

Evento da ACAMS Brasil sobre corretoras de criptomoedas sob a fiscalização do Banco Central
Evento da ACAMS Brasil sobre corretoras de criptomoedas sob a fiscalização do Banco Central (Foto/Reprodução).

Banco Central do Brasil regulando corretoras de criptomoedas no país desde segunda

O Banco Central do Brasil regula o mercado sob a Lei 14.478/2022 desde a última segunda-feira (2).

De acordo com a Instrução Normativa nº 704, as empresas que já estavam em operação até a data de ontem, 1º de fevereiro, não sofrerão interrupção imediata em suas atividades. O Banco Central estabeleceu um regime de transição que permite a continuidade das operações enquanto as instituições se adequam às novas exigências.

Essas corretoras terão até o dia 30 de outubro de 2026 para protocolar a primeira fase do pedido de autorização de funcionamento. Nesta etapa, deverão apresentar, entre outros documentos, demonstrações financeiras auditadas e declarações de idoneidade de seus controladores.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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