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Banco Central quer economizar R$ 70 bilhões com moeda digital

CBDC deve chegar nos próximos anos e é vista como grande potencial para uso.

O Banco Central do Brasil quer economizar pelo menos R$ 70 bilhões com o lançamento da nova moeda digital. A informação teria sido repassada por Aristides Andrade Cavalcante Neto, Chefe-adjunto do Departamento de Tecnologia da Informação do Bacen.

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O dinheiro físico atravessa um grande dilema em 2020, principalmente com a pandemia do COVID-19. Apontado como um meio de transmissão do vírus, o governo de vários países então estudam meios digitais de dinheiro.

Eventualmente, a digitalização do dinheiro é bom para um maior controle das transações. Desse modo, crimes podem ser diminuídos e custos extras associados ao dinheiro em espécie poderão ser eliminados.

A expectativa é que o lançamento dessa divisa digital brasileira ajude até os estrangeiros.

Buscando fim do dinheiro em espécie, Banco Central do Brasil quer economizar até R$ 70 bilhões com inovação de moeda digital

O dinheiro atualmente está em circulação no Brasil de várias formas diferentes. Isso porque, com a popularização de fintechs, como a PicPay, Conta Zap, entre outras, já possibilitam pagamentos digitais.

No entanto, com a chegada da pandemia, os brasileiros correram para as moedas em espécie. Esse processo, que é chamado pelo Banco Central de entesouramento, levou a autarquia a pedir mais impressão de dinheiro.

Ao imprimir o dinheiro físico, além dos custos de emissão, há custos com a logística. De fato, chegar com as notas até os caixas eletrônicos é uma missão que envolve uma série de empresas e recursos.

Pensando nisso, o Banco Central deixou claro que estuda o lançamento de uma moeda digital. Conforme apurado pelo Livecoins, o BC quer o lançamento dessa moeda digital até 2022, ou seja, ainda durante o mandato do presidente Jair Bolsonaro.

Caso o BC consiga cumprir essa missão, e economia poderá ter até R$ 70 bilhões economizados ao ano. Os custos seriam referentes a emissão, transporte, entre outros, apontou Aristides Andrade, em entrevista ao Valor.

Moeda digital será complementar ao sistema PIX e pode facilitar a vida de estrangeiros

O chamado sistema PIX, de pagamentos instantâneos, chega em novembro próximo. Essa inovação certamente ocupa a vida dos bancos, que buscam se adequar ao novo meio de pagamentos.

No entanto, o PIX não deverá ser substituído pela moeda digital que o Banco Central quer criar em 2022. Os sistemas deverão se complementar, tem informado o BC em conferências públicas.

Segundo Aristides, a moeda digital vem com o intuito de facilitar a vida dos estrangeiros que chegam no Brasil. Desse modo, aquelas pessoas que precisarem realizar pagamentos no país não precisarão se cadastrar no PIX, adquirindo a moeda digital ao invés disso.

Com a popularização do Bitcoin ao longo dos últimos 10 anos, essa tem sido a tecnologia base para se criar uma moeda digital hoje. Apesar disso, a moeda digital de banco central não será descentralizada, estando apenas sob controle do BC do Brasil.

Essas moedas digitais de banco central se chamam CBDC, e são alvos de estudos por vários países. A China estuda lançar o Yuan nesse formato, assim como os EUA estudam um novo Dólar Digital. Nos próximos anos a tendência é ver os países tentando lançar suas próprias divisas digitais.