Banco Mundial se recusa a ajudar El Salvador implementar Bitcoin

Segundo a organização, eles não vão ajudar El Salvador por causa das preocupações com a transparência do Bitcoin e seu impacto ambiental.

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Anunciar que o Bitcoin será uma moeda de curso legal no país é apenas o primeiro passo para que El Salvador consiga realmente usar a criptomoeda. Ainda há um caminho longo para a implementação do ativo digital. Para ajudar com isso, o presidente de El Salvador pediu ajuda do Banco Mundial, que se recusou a dar apoio direto ao país em relação a essa mudança financeira. 

Como relatado pelo Reuters, o Banco Mundial disse que não poderá ajudar El Salvador com a implementação do Bitcoin em seu sistema financeiro. O pedido de apoio foi feito pelo Ministro das Finanças Alejandro Zelaya com o intuito de conseguir implementar a criptomoeda junto com o dólar, que o país adotou desde 2001.

No entanto, segundo a organização, eles não vão ajudar El Salvador por causa das preocupações com a transparência do Bitcoin e seu impacto ambiental.

“Enquanto o governo de El Salvador nos pediu assistência com o Bitcoin, isso é algo que o Banco Mundial não pode oferecer suporte, dado os problemas de transparência e preocupações ambientais.”

O Banco Mundial tem um papel importante em diferentes países em desenvolvimento, ajudando com empréstimos e apoio estrutural para o sistema financeiro. No entanto, como qualquer outro banco, ele tem muitos motivos para não querer apoiar o uso do Bitcoin por um país, afinal, o Bitcoin tira o poder dos bancos (incluindo o Banco Mundial).

O desafio de implementar o Bitcoin será ainda maior para El Salvador, já que a implementação da moeda digital não é algo tão fácil, principalmente para um país que está enfrentando muitas outras dificuldades.

No entanto, o Banco Mundial não foi a única instituição para quem o governo de El Salvador pediu ajuda com a missão de implementar o Bitcoin. De acordo com Zelaya, o Ministério de Finanças também pediu ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmando que as negociações “foram um sucesso”.

Essa informação parece um pouco contraditória com o que o FMI afirmou recentemente, alegando que a adoção da moeda digital por El Salvador levantava diferentes preocupações para o setor financeiro. 

De acordo com a Reuters, o FMI não responde aos pedidos de comentário sobre as recentes informações compartilhadas por Zelaya.

Sem a ajuda dessas instituições, a implementação de uma nova moeda legal (digital ou não) se torna um desafio para qualquer país. Mas observar essa situação desenrolar pode ser um ótimo campo de testes para a descentralização do Bitcoin e justamente o quanto ele pode existir como moeda longe de certas instituições.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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