Binance Brasil libera uso de saldo de investimento para pagamentos no cartão

Atualização permite que criptomoedas rendam juros na conta até o momento exato da compra, sem necessidade de resgate manual

A Binance anunciou na segunda-feira (2) uma funcionalidade para os usuários de seu cartão de crédito pré-pago no Brasil e região ao permitir a utilização direta de saldos alocados no “Simple Earn Flexível” para a liquidação de compras no dia a dia.

A mudança resolve um problema para os investidores que utilizam criptomoedas como meio de pagamento. Anteriormente, o usuário precisava manter os ativos parados na carteira à vista (Spot), sem gerar rendimentos, ou realizar o resgate manual da aplicação minutos antes de passar o cartão na maquininha.

Com a nova integração, moedas como Bitcoin (BTC), BNB (BNB) ou Tether (USDT) podem permanecer rendendo juros compostos diariamente até o instante da transação. Desta forma, o sistema executa o resgate automático apenas do valor necessário para cobrir a despesa, enquanto o restante do capital continua investido.

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O sistema opera com uma lógica de prioridade para garantir a aprovação da compra. Quando o cliente utiliza o cartão de crédito pré-pago em um estabelecimento, a plataforma verifica inicialmente a disponibilidade de fundos nas Carteiras Spot e de Fundos.

Caso as carteiras não possuam saldo suficiente, o sistema busca automaticamente a liquidez na conta Simple Earn Flexível. O débito ocorre na criptomoeda que o próprio usuário definiu como prioritária nas configurações do aplicativo, sem intervenção manual.

Assim, a automação remove a necessidade de ter que acessar o aplicativo, selecionar o ativo e solicitar o resgate antes de efetuar o pagamento. Isso oferece mais agilidade no caixa e garante que o usuário não perca dias de rendimento por resgatar um valor maior do que o necessário.

Para ativar a função, o titular deve acessar o menu do cartão no aplicativo da exchange. Em seguida, é necessário selecionar a opção “Gerenciar cartão”, clicar em “Fonte de fundos” e habilitar a chave “Conta Earn Flexível”, organizando a ordem de preferência dos ativos.

O recurso busca otimizar a gestão financeira do usuário, pois elimina o custo de oportunidade de deixar dinheiro parado apenas para cobrir gastos eventuais. A funcionalidade aproxima a experiência cripto da praticidade das contas remuneradas oferecidas por bancos digitais tradicionais.

Regras de saldo no cartão não permite combinações

Apesar da maior flexibilidade, a corretora estabeleceu uma regra sobre a composição do pagamento. O comunicado oficial alerta que o sistema não permite combinar saldos de diferentes origens para liquidar uma única transação comercial.

Isso significa que o usuário não consegue utilizar uma fração do saldo da Carteira Spot e completar o valor restante com o saldo do Simple Earn. O pagamento deve ser coberto integralmente por uma única fonte de fundos para ser aprovado pela rede.

Se a Carteira Spot não tiver o montante total da compra, o sistema tentará debitar o valor cheio de uma única criptomoeda disponível no investimento flexível. Por isso, torna-se fundamental que o investidor mantenha saldo suficiente em pelo menos uma das pontas para evitar recusas na maquininha.

Além disso, a funcionalidade é exclusiva para a modalidade flexível do produto de investimento. Ativos travados em staking bloqueado ou com prazos fixos de resgate não podem ser utilizados como garantia ou fonte de pagamento para o cartão pré-pago.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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