Binance vai encerrar serviços em mais um país

Na página da Binance relacionada as taxas de depósitos e saques de moedas fiduciárias, podemos ver que alguns métodos estão suspensos, reforçando a forte regulamentação que a corretora tem sofrido em todo o mundo.

Binance Flag. Imagem: ShutterStock
Binance Flag. Imagem: ShutterStock

A Binance, a maior corretora do mundo por volume negociado, vem sofrendo com regulações de vários países após começar a oferecer negociações em moedas locais.

Em sua página de anúncios, a empresa alertou que irá remover todos os produtos e serviços em Singapura que estão relacionados com o Dólar de Singapura (SGD), moeda local do país. A mudança ocorrerá no dia 10 de setembro e os usuários foram alertados a encerrar todas as suas ordens abertas.

Além disso, o aplicativo da corretora não estará mais disponível no país, tanto na versão para iOS quanto Android.

A história da Binance

A Binance surgiu através de uma oferta inicial de moeda (ICO), onde ofertou BNB por $0,10, realizada em julho de 2017 com a qual arrecadaram 15 milhões de dólares. Na época, a corretora oferecia apenas pares de criptomoedas e começou a ganhar bastante popularidade por trabalhar com várias altcoins e oferecer um suporte melhor e mais rápido do que suas concorrentes.

Menos de um ano depois, ela já estava entre as maiores do mundo. Seu token BNB foi uma grande inovação da indústria, com ele os traders poderiam ganhar descontos em negociações, tal modelo foi amplamente copiado por outras corretoras.

Ao contrário das exchanges na época do lançamento, a Binance nunca parou de adicionar novas opções aos seus clientes. Alguns exemplos são a negociação de contratos futuros, programas de empréstimo, pools de mineração, mercado de NFTs e a própria criação de sua blockchain, a Binance Smart Chain.

Moedas fiduciárias e a regulamentação

O passo mais ousado da Binance foi começar a trabalhar com moedas fiduciárias, entrando em mercados de vários países. Hoje a corretora trabalha com 16 moedas nacionais, incluindo o Real.

Foi justamente neste ponto que a Binance começou a enfrentar problemas legais, tendo que se adequar a leis locais de diversos países.

Singapura é mais um país onde a corretora não conseguiu manter-se por muito tempo, a lista também conta com países como Holanda, Itália e Alemanha, nos quais seus usuários não podem mais usar produtos de derivativos e produtos.

Moedas fiduciárias aceitas pela Binance. Fonte: https://www.binance.com/en/fee/fiatFee

Na página da Binance relacionada as taxas de depósitos e saques de moedas fiduciárias, podemos ver que alguns métodos estão suspensos, reforçando a forte regulamentação que a corretora tem sofrido em todo o mundo.

Hoje a pressão dos órgãos estatais de vários países é o maior desafio da Binance. Em um dos seus últimos comunicados, a corretora passou a exigir um KYC mais invasivo para que seus serviços possam continuar a ser usados.

Tal mudança ocorreu após estar trabalhando há quatro anos sem exigir dados de clientes, justamente após começar a negociar moedas fiduciárias.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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