
95,238% dos bitcoins já foram minerados e estão no mercado. Imagem: Midjourney.
O Bitcoin superou nesta segunda-feira (9) a marca de 20 milhões de moedas em circulação. Como o limite máximo da rede é de 21 milhões de unidades, resta somente 1 milhão de bitcoins a serem minerados.
O marco reforça a escassez matemática do Bitcoin, uma de suas principais características e um fator que o diferencia das moedas fiduciárias, que podem ser emitidas sem limite, e até mesmo de metais como ouro e prata, cujo volume total disponível é desconhecido.
No momento deste feito histórico, o preço do Bitcoin é negociado na faixa dos US$ 68.700, deixando o valor de mercado da criptomoeda em aproximadamente US$ 1,37 trilhão.
O Bitcoin foi criado com um modelo que buscava acelerar a sua adoção inicial, ao mesmo tempo em que estabelecia um mecanismo rígido de escassez. Em 2009, a emissão era de 50 bitcoins por bloco, mas essa recompensa é reduzida pela metade a cada 210.000 blocos, ou cerca de quatro anos.
Com esse modelo, o marco das 10 milhões de unidades foi atingido em 22 de setembro de 2012, cerca de três anos e meio após a criação da rede.
Já o marco de 20 milhões de moedas levou pouco mais de 17 anos para ser alcançado.
O evento ocorreu no bloco #940.000, minerado pela Foundry USA às 10h40 na manhã desta segunda-feira (9).
A escassez é um dos pilares centrais do Bitcoin. Como o preço do ativo é determinado pela oferta e pela demanda, o ritmo previsível tem um papel fundamental na sua dinâmica econômica.
Com 20 milhões de unidades em circulação, hoje 95,238% das moedas já estão no mercado.
Embora isso não tenha um impacto imediato tão significativo quanto um halving, que diminui a recompensa dos mineradores pela metade, ele serve como um lembrete da escassez da criptomoeda.
Em termos práticos, menos de 4,8% ainda não foram minerados. Isso significa que a criação de novas unidades terá um impacto decrescente sobre o preço, diferentemente do que acontece com o dólar e outras moedas fiduciárias.
Desta forma, investidores têm a garantia de que não serão diluídos.
Apesar de restar somente 1 milhão de bitcoins a serem minerados, a expectativa é que a última fração seja emitida por volta de 2140, daqui a aproximadamente 114 anos.
Isso ocorre porque o Bitcoin seguirá cortando pela metade a recompensa dos blocos minerados a cada quatro anos, em média. Ainda assim, 99,6% dos bitcoins já estarão em circulação em 2040.
Atualmente, a recompensa é de 3,125 bitcoins por bloco, mas logo será de 1,5625 BTC, depois 0,78125 BTC e assim por diante.
Quando todas as moedas forem mineradas, os mineradores passarão a depender exclusivamente das taxas de transação da rede. Na prática, essa transição tende a ocorrer muito antes, à medida que as recompensas de bloco se tornarem cada vez menores.
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