Bitcoin pode ser a espinha dorsal das moedas digitais de bancos centrais, diz Deloitte

De acordo com especialistas da empresa de investimento, existe uma clara necessidade de uma revisão completa do ecossistema tradicional financeiro, principalmente das moedas fiduciárias.

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Existe um certo esforço entre diferentes bancos centrais para desenvolver moedas digitais próprias, as famosas CBDCs. Enquanto o mercado de criptomoedas já está completando mais de uma década de existência, bancos centrais engatinham para criar uma tecnologia similar, mas sem as vantagens que tornaram essa tecnologia interessante em primeiro lugar.

De acordo com um artigo da Deloitte, a dinâmica entre as CBDCs e o Bitcoin não precisa ser de separação, mas talvez de união, com o Bitcoin podendo ser a base para uma CBDC, oferecendo praticidade, segurança e até mesmo um bom custo para o desenvolvimento desses ativos.

De acordo com especialistas da empresa de investimento, existe uma clara necessidade de uma revisão completa do ecossistema tradicional financeiro, principalmente das moedas fiduciárias.

A opinião dos especialistas da Deloitte reflete algo que muitos vem falando desde que as CBDCs começaram a se tornar um foco no criptomercado. Muitos questionam a ineficiência dos bancos de tentarem criar uma tecnologia similar a do Bitcoin para suas próprias moedas, tendo que desenvolver tudo do zero, ao invés de usar algo que já existe e já se mostrou efetivo.

Não apenas isso, mas eles estão desenvolvendo agora algo que já existe há mais de 10 anos. O plano dos bancos centrais para as CBDCs é exatamente a melhor forma para ficarem para trás na concorrência contra as criptomoedas.

 Como o Bitcoin pode ajudar as CBDCs

O relatório da Deloitte identificou cinco parâmetros-chave das moedas tradicionais que podem ser melhorados com o uso da tecnologia do Bitcoin como a base para as CBDCs.

Esses pontos chave são: Rapidez, Eficiência, Segurança, Pagamentos sem fronteiras e facilidade de interação de todos os participantes do sistema.

Uma das principais “vantagens” da moeda digital do Banco Central é a centralização, dizem os analistas da Deloitte. A vantagem aqui se refere ao Banco Central, claro, que poderá controlar a moeda, diferente do que acontece com o Bitcoin.

Os próprios governos podem determinar o valor da moeda digital e controlar o fluxo de dinheiro. Ao mesmo tempo, os analistas observam que os estados que forem os primeiros a lançar uma moeda digital nacional terão vantagens nos estágios iniciais, pois poderão influenciar como sua moeda digital será usada nos mercados internacionais.

Novamente, tudo isso é apenas o sistema tradicional correndo atrás do prejuízo que a tecnologia blockchain trouxe para o setor bancário.

É uma situação em que os Bancos Centrais concordam que há algo errado com o atual sistema, mas estão querendo substituí-lo por outro igualmente falho.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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