“Bitcoin não é um ouro digital”, diz André Esteves

Ele argumentou que enquanto a Nasdaq acumula desvalorização de 31% no acumulado de 2022, até 17 de junho, o Bitcoin, a mais popular criptomoeda do mundo, recuou 55%, bem acima da queda das ações.

BTGPactual / Centro de Operações e CEO - São Paulo - data: 08/08/2014 - André Esteves, CEO do Banco BTGPactual. Foto: Luiz Prado/ LUZ

Na atual queda das criptomoedas, com o Bitcoin e outras moedas digitais famosas tendo problemas para conseguir encontrar níveis de suporte importantes, muitos tentam encontrar o motivo da queda. Para alguns, como o presidente do conselho de administração e sócio sênior do BTG Pactual, a alta não passou de uma ilusão.

André Esteves, do banco BTG Pactual, o bom momento das criptomoedas desde a criação do Bitcoin é resultado de uma distorção de noção sobre o verdadeiro valor dos ativos digitais devido aos preços atrativos no mercado financeiro e na percepção de parte dos investidores a respeito de diversificação.

Segundo Esteves essas noções são fruto das políticas de juros baixos das grandes economias globais que começaram em 2007.

De acordo com o membro do conselho do BTG Pactual, nos últimos 15 anos o mercado convive com um ambiente de “bull market” que coincidiu com esse período de juros reais negativos nas principais economias desenvolvidas do mundo.

“Isso inflou os preços de muitos ativos financeiros e criou várias teses do ponto de vista da diversificação de portfólio que não necessariamente se mostram verdadeiras quando tem uma reversão do cenário”, disse Esteves durante um evento promivido pelo BTG Pactual.

Por causa desse período, segundo Esteves, criou-se a ilusão de que o Bitcoin era uma forma de diversificar o portfólio com alguns até mesmo argumentando que o Bitcoin era uma opção tão segura quando o ouro, o que no fim não se mostrou uma verdade.

Ele argumentou que enquanto a Nasdaq acumula desvalorização de 31% no acumulado de 2022, até 17 de junho, o Bitcoin, a mais popular criptomoeda do mundo, recuou 55%, bem acima da queda das ações.

Da mesma forma, o ouro subiu cerca de 0,5% no mesmo período. “O bitcoin não é um ouro digital”, disse o presidente do conselho de administração do BTG Pactual.

Enquanto o Bitcoin está em queda nos últimos meses e preocupando vários investidores, se comparar o preço dele com o de 2010, ele ainda está em um lucro bem grande. Até mesmo quem comprou no preço mais alto de 2017, quando o Bitcoin se tornou um nome reconhecido no mundo, ainda está em lucro.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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