A BlackRock, gestora que administra US$ 14 trilhões em ativos, lançou nesta terça-feira (16) um novo ETF de Bitcoin chamado BITA. Ao contrário do IBIT, seu objetivo é gerar rendimentos mensais através de uma operação de opções, além de exposição ao preço da criptomoeda.
Dado o tamanho da BlackRock e o sucesso de seu ETF anterior, atualmente o maior do mercado cripto, a expectativa é que o novo fundo atraia ainda mais capital para o Bitcoin.
No momento desta redação, o Bitcoin está cotado em US$ 66.000, em leve queda de 1% nas últimas 24 horas.
Entenda o novo ETF de Bitcoin da BlackRock
Em suma, o iShares Bitcoin Premium Income ETF (BITA) obterá exposição ao Bitcoin por meio do IBIT, outro ETF da BlackRock, mas venderá opções de compra (calls) sobre essas participações, representando entre 25% e 35% do portfólio, para gerar rendimentos que serão distribuídos mensalmente aos detentores do fundo.
Sendo assim, os investidores terão cerca de 65% a 75% de exposição ao preço do Bitcoin. Já a estratégia de venda de opções, com base em outros produtos semelhantes, pode gerar algo na faixa de 0,5% a 1,5% ao mês ao portfólio.
A volatilidade do Bitcoin é o fator que mais pesará nestes rendimentos.
Robert Mitchnick, chefe de ativos digitais da BlackRock, explica que o lançamento do BITA visa atender à demanda de seus clientes que possuem interesse no Bitcoin, mas mantém um foco maior em geração de renda.
“O BITA foi desenvolvido em resposta a essa demanda, permitindo que os investidores mantenham a maior parte da exposição à alta do bitcoin ao mesmo tempo em que capturam renda potencial por meio de uma estrutura negociada em bolsa conveniente.”
Seguindo, o anúncio aponta que investidores do BITA também poderão se beneficiar de vantagens fiscais, incluindo a possibilidade de repassar prejuízos de capital para compensar outros ganhos de investimento, dentre outros pontos.
ETF de Bitcoin da BlackRock continua sendo o maior do mercado, mas está sangrando
Em seu auge, a BlackRock chegou a ter mais de 822 mil bitcoins sob custódia do IBIT. Atualmente, o ETF mantém cerca de 793 mil bitcoins nas suas carteiras.
Como pode ser visto no gráfico abaixo, o fundo teve grandes saídas diárias nas últimas semanas.

Independentemente disso, a expectativa é de crescimento no longo prazo e o lançamento do BITA pode ajudar a gestora na captação de clientes.
