Blockchain e Criptomoedas são destaque na 12ª Campus Party Brasil

Com mais de mil horas de conteúdo, 12ª edição da Campus Party Brasil terá 20 painéis e palestras voltados para o universo cripto.

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Solta no ar, a jovem sobrevoa uma cadeia de montanhas. A sensação é maravilhosa e seu coração está acelerado. Não é pra menos. Afinal, esta é a primeira vez que ela voa de asa-delta. O único detalhe, caro leitor, é que a descrição acima não passa de uma simulação em 3D. E ela pode ser conferida em um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, a Campus Party Brasil (CPBR).

O simulador de asa-delta é apenas uma das atrações do evento, que ocorre entre os dias 12 e 17 de fevereiro no Expo Center Norte, em São Paulo. Apresentando sua 12a edição, a Campus Party reúne amantes do empreendedorismo, inovação, games, cultura pop e, claro, criptomoedas e blockchain.

Durante os 5 dias de evento, quase 20 palestras e workshops serão direcionados ao tema cripto. Com assuntos que vão desde os primeiros passos para começar no desenvolvimento de blockchain, passando pelo futuro dos games digitais, até uma oficina prática voltada para crianças, que pretende explorar o dinheiro e os trabalhos do futuro.

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Outra novidade é estreia da Oracle, empresa americana especialista no desenvolvimento de software, hardware e banco de dados. A multinacional está patrocinando o espaço WS Blockchain, que terá intensa programação voltada para o tema.

Invasão cripto

Os palestrantes não deixam a desejar. Um dos nomes mais esperados da noite de ontem (13) foi Jake Yocom-Piatt, conhecido no ecossistema descentralizado por ser o líder do projeto Decred, criptomoeda com foco no desenvolvimento e adepta do sistema híbrido PoW e PoS, prova de trabalho e prova de participação, respectivamente.

Em sua conferência, Segurança de Criptomoedas e Adaptabilidade, Yocom-Piatt discutiu, no palco Feel the Future, as propriedades do Decred, ao mesmo tempo em que analisou os sistemas de consenso usados pelas criptomoedas modernas.

De acordo com o palestrante, o protocolo puramente PoW requer um investimento de larga escala em hardware para a mineração, enquanto que um sistema exclusivamente PoS corre um risco maior de acabar centralizado nas mãos de alguns players.

Sob o olhares atentos dos campuseiros, Yocom-Piatt encaminhou a discussão para as vantagens dos sistemas híbridos, presente em criptomoedas como Dash e a própria Decred, destacando a segurança, o senso de comunidade e a participação ativa do investidor, como pontos fortes.

Já Marjorie Damasco, Product Marketing da Bettha – Betther Than, foi destaque no palco Blockchain, Criptomoedas e Suas Disrupturas Reais e Potenciais, ao explicar as bases que norteiam a tecnologia e sua aplicação no Brasil.

Apesar de utilizar alguns exemplo de como as criptomoedas e a blockchain estão cada vez mais presente no cotidiano das pessoas — citando empresas nacionais focadas na tecnologia em bloco, como é o caso da Original My — Damasco ponderou que o movimento de descentralização no Brasil ainda é tímido, principalmente se for comparado com países mais inclinados à regulamentação das moedas digitais.

Ainda dá tempo

Para os interessados no maior evento de tecnologia do mundo, ainda dá tempo de garantir os ingressos, à venda no site oficial da Campus Party Brasil. Mas se a grana estiver curta, não desanime. Há uma parte do evento com circulação gratuita das 10h às 20h, entre os dias 13 e 15 de fevereiro. Já no dia 16/02, sábado, o espaço estará aberto das 10h às 16h.

Também é possível conferir mais de mil horas de conteúdo, dispostas nos 8 palcos do evento, de forma online e ao vivo. Basta acessar o portal da CPBR.

O que: Campus Party Brasil

Quando: 12 à 17 de fevereiro de 2018

OPEN CAMPUS
Funcionamento da Open Campus: de 13 de fevereiro

a 15 de fevereiro: 10:00 às 20:00, com circulação de
pessoas até às 21:00.
Em 16 de fevereiro: 10:00 às 16:00, com circulação até às 17:00

Onde: Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo (SP)

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Camila Marinho
Camila Marinho
Camila Marinho é jornalista, com passagem por jornais impressos e outros portais com foco em criptomoedas. Acredita que a tecnologia blockchain é como o fogo dado por Prometeu à humanidade. Cresceu sob o sol da Bahia e hoje vive no frenesi do centro de São Paulo.
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